As propriedades de luxo da ex-mulher de Putin que ficaram fora das sanções

A ex-mulher do presidente russo Vladimir Putin, Lyudmila Ocheretnaya, tem várias propriedades de luxo acumulas desde o fim do casamento, há mais de dez anos, que escaparam às sanções europeias na sequência da invasão russa na Ucrânia.

Lyudmila Ocheretnaya, atualmente casada com Artur Ocheretny, é detentora de casas luxuosas na Rússia, Espanha, Suíça e França, nomeadamente nas cidades de Moscovo, Marbella, Davos e Biarritz.

“O casal não está na lista de sanções da União Europeia (UE), mas isso pode mudar a qualquer momento, afinal Londres já colocou Ocheretnaya e os seus filhos adultos sob sanções”, alertou a jornalista do Politico Leonie Kijewski, que está há meses a investigar, acrescentando: “Se Bruxelas seguisse o exemplo, isso poderia colocar o apartamento e o resto do seu portfólio europeu em risco”.

Ao visitar um dos apartamentos que a ex-mulher do líder russo tem em Marbella e foi colocado à venda, Kijewski comentou: “Não é difícil entender por que os Ocheretny queriam vender o apartamento”, referindo-se ao facto de o casal poder vir a ser alvo de alguma punição por parte do Ocidente.

Apesar de nunca ter falado com Ocheretnaya, a jornalista revelou que as informações obtidas durante a investigação levantara “questões sobre o que exatamente é necessário para colocar alguém sob sanções”.

Lyudmila e Vladimir Putin casaram-se em 1983. Na altura, o presidente da Rússia era oficial de baixo escalão da KGB e Lyudmila comissária de bordo da companhia estatal de aviação russa Aeroflot. Após terem tido duas filhas, Putin começou a sua carreira política como funcionário do gabinete do presidente da câmara, em São Petersburgo.

Ao longo das três décadas que tiveram casados, Ocheretnaya teve sempre um perfil discreto, tendo ajudado a criar e a administrar um centro dedicado à promoção da língua russa quando Putin foi eleito primeiro-ministro. Ainda que marcasse presença em jantares oficiais e desempenhasse funções de primeira-dama, não chamava à atenção.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro de 2022 é justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. Esta invasão foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.952 civis mortos e 11.144 feridos, ao notar que estes números estão muito aquém dos reais.

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