Ainda antes das sanções: Rússia perdeu 90% do mercado de petróleo na União Europeia

A Rússia perdeu 90% da sua quota de mercado nas exportações de petróleo feitas para países do norte da União Europeia, principal mercado para onde saiam os navios do mar Báltico e do mar Adriático, a partir dos terminais russos. A situação deverá agravar-se ainda mais com a entrada em vigor das sanções da União Europeia aos combustíveis russos, daqui a duas semanas.

Segundo os cálculos da Bloomberg a Rússia enviou 95 barris de petróleo para Roterdão, o único porto marítimo europeu ainda a receber petróleo russo fora do Mediterrâneo e mar Negro, nas últimas quatro semanas, até 18 de novembro.

Este número significa uma abismal redução dos 1,2 milhões de barris que a região recebia, vindos da Rússia, diariamente em fevereiro. A quebra deve-se ao facto de vários países, como a Lituânia, a França ou a Alemanha, já terem parado a importação de petróleo russo há vários meses. A Polónia, por exemplo, só seguiu este exemplo em setembro.

Para responder a esta mudança, três quartos de todo o crude exportado a partir dos portos russos no Báltico seguem agora com destino à Ásia, principalmente para refinarias na Índia, que aproveitam o período de preços mais baratos após as sanções dos EUA e Reino Unido já terem efeitos. O mercado indiano estaria assim livre de sanções para carregamentos exportados antes das sanções da UE entrarem em vigor, a cinco de dezembro, desde que os mesmos sejam entregues até 19 de janeiro de 2023.

É expectável que os países do G7 anunciem em breve novo ‘tecto máximo’ para os preços das importações de petróleo russo. São esperadas medidas anunciadas esta quarta-feira. Carregamentos adquiridos a preços acima desse nível perderão acesso a navios da UE ou do Reino Unido, seguros e outros serviços.

Recorde-se que a Rússia registou um recorde mínimo das últimas nove semanas de 2,67 milhões de barris de crude exportados por dia na semana passada. A quebra significou o valor mais baixo de receitas do petróleo registado pelo Kremlin desde janeiro deste ano.

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