Aeroporto de Lisboa não é caso único: situações de caos registam-se por todo o mundo

Falta de pessoal, muita procura e greves vão testar a paciência dos passageiros das viagens aéreas nos próximos dias. E não será exclusivo no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, pois há relatos de momentos caóticos em diversos aeroportos internacionais.

Em Sydney, por exemplo, um conjunto de falta de pessoal, férias escolares e mau tempo provocou vários atrasos, sendo que muitos passageiros chegaram ao aeroporto para depois voltarem para trás. Naquele local, por exemplo, foram pelo menos 16 os voos cancelados, sendo que quase 300 sofreram atrasos. A mesma situação passa-se na capital australiana de Adelaide.

Em Olso, na Noruega, o site ‘Flightaware’ já confirmou o cancelamento de 131 voos só esta 3ª feira. Além de 78 cancelamentos, o aeroporto internacional X’ian Xianyang, o maior do oeste da China, é o mais afetado nos atrasos – aliás, a China é mesmo o país mais afetado, com sete dos aeroportos com maiores percentagens de cancelamentos. Em Schiphol, nos Países Baixos, a confusão provocou longas filas entre os passageiros.

São pelos 8 os países europeus que enfrentam problemas aéreos: trabalhadores da aviação civil paralisaram as atividades em companhias que operam na Bélgica, Espanha, França, Itália e Portugal. Foi o caso da low cost Ryanair, que registou uma greve de 3 dias. Na Alemanha e na Holanda, há dificuldades para lidar com o aumento de tráfego neste período. A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou que cancelaria pelo menos 2.200 voos programados entre junho e julho depois de um surto da Covid-19 entre os funcionários ter agravado a falta de mão-de-obra.

Nos Estados Unidos, é uma situação que tem-se tornado comum nos últimos dias, o que faz temer as companhias aéreas que vá continuar durante o verão. Entre 5ª feira e domingo foram mais de 2 mil os voos cancelados e mais de 12 mil voos sofreram atrasos.

O país também enfrenta aumento no fluxo de passageiros e escassez de trabalhadores no sector da aviação. De acordo com a emissora ‘CNBC’, quase 176 mil voos chegaram com pelo menos 15 minutos de atraso entre 1 a 29 de junho, um número que representa mais de 23% dos voos programados.

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