Aeroporto de Lisboa: Crise vai prolongar-se durante todo o verão, alerta sindicato

Espera-se que a situação de caos, com dezenas de voos cancelados diariamente, se prologue durante todo o verão no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, avança o ‘Correio da Manhã’ (CM), que cita um sindicato do setor.

“Vamos continuar a ter movimentos intensos este mês e no próximo. Não haverá qualquer abrandamento”, refere ao jornal Acácio Pereira, presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Em causa para esta situação, segundo o responsável, está o tamanho do aeroporto de Lisboa. “Há 16 terminais de passagem na área de chegadas internacionais, que dão resposta, a cada hora, a 800 passageiros no mínimo e, no máximo, 1600 passageiros. Nós temos picos de cerca de cinco mil passageiros por hora, o que leva a muita espera e cenário de caos. A infraestrutura devia ser bem maior”, sublinha.

Além disso, também as muitas viagens que ficaram por fazer durante a pandemia contribuem para esta situação. “Foram vendidos muitos bilhetes e as pessoas marcaram para o verão. Há muito mais pessoas nos aeroportos, o que justifica também o caos”, afirma ao ‘CM’.

Esta terça-feira já há 27 voos cancelados no aeroporto de Lisboa, de acordo com dados do portal da ANA – Aeroportos de Portugal. São 11 partidas e 16 chegadas, das quais a grande maioria pertence à companhia aérea portuguesa TAP.

A ANA disse à Lusa que o “aeroporto de Lisboa implementou medidas para apoiar as companhias aéreas, nomeadamente a instalação de balcões móveis suplementares na área de transferências para reagendamento de voos”, reforçando ainda as equipas de apoio e distribuição de águas.

Dezenas de voos têm sido cancelados nos últimos dias, devido a uma crise no setor da aviação. Em Portugal, a TAP admitiu ontem problemas no serviço, adiantando que a situação deve prolongar-se nas “próximas semanas”.

Os problemas observados no nosso país estão a ser vividos em vários aeroportos nos Estados Unidos e na Europa.

Na origem destas situações estão falta de pessoal, greves e outros fatores externos agravantes, nomeadamente climáticos, relacionados com a covid-19 ou com imprevistos, como é o caso do rebentamento do pneu de um jato particular que encerrou por algumas horas a pista do aeroporto de Lisboa, na tarde da passada sexta-feira.

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