“A sustentabilidade não deve comprometer o luxo”. Clientes da Rolls Royce não querem pele a fingir

A marca de luxo britânica Rolls-Royce, mostra-se disposta a fazer alterações até 2030, em prol da sustentabilidade, nomeadamente na questão da eletrificação.

Mas quando se fala na substituição da pele verdadeira por sintética, o caso muda de figura, porque os clientes parecem não querer essa mudança.

Quem o disse foi o CEO da empresa, Torsten Müller-Ötvös, em declarações à Autocar. “Nunca ninguém nos pediu isso”, disse quando questionado se estaria disposto a deixar a pele original, substituindo-a por algo sintético.

“A sustentabilidade é muito importante para nós, mas não deve comprometer o luxo”, afirmou sublinhando, contudo, que a sua fábrica de Goodwood é líder em produção sustentável e que a empresa está pronta para responder às solicitações dos clientes se houver uma mudança nesse sentido.

De recordar que esta tendência de substituir a pele verdadeira começou com a Tesla que nunca disponibilizou couro autêntico nos seus modelos. Outras marcas como a Volvo ou a Mini acabaram depois por seguir o seu exemplo.

Também nos modelos exclusivamente a bateria a sustentabilidade entrou em ação, com as empresas a propor a utilização de têxteis obtidos a partir da reciclagem, nomeadamente de plásticos retirados do fundo do mar, como foi o caso da Fiat.

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