A excepção ibérica: Como o limite no preço máximo do gás vai afetar a conta da luz

O Governo vai aprovar hoje o mecanismo de exceção ibérica que vai limitar o preço do gás para a produção de eletricidade, fixando o preço médio do gás nos 50 euros por Megawatt-hora durante um ano. Um valor que está abaixo da média registada pelo mercado este ano, principalmente após o início da guerra na Ucrânia.

Para se ter uma ideia, o valor médio do preço do gás no mês de maio foi de 85 euros por MWh, sendo que em abril foi de 95 euros por MWh. No entanto, em março chegou a atingir os 138 euros por MWh.

A medida vai ter impacto significativo na carteira dos portugueses se tivermos em conta que Portugal é o segundo país dos 27 Estados-membros da União Europeia com o gás mais caro, segundo os dados da Pordata. No que diz respeito à luz, os portugueses pagam a sexta fatura mais cara do bloco europeu.

“Este mecanismo durará 12 meses”, e o limite ao valor que pode ser fixado “é crescente, começará nos 40 euros e subirá depois, […] ao longo do período todo em média a rondar os 50 MWh, o que é muito abaixo dos preços que o mercado tem vindo a praticar e permitirá, de facto, reduzir encargos com a eletricidade para quem está exposto aos preços de mercado”, disse o secretário de Estado Tiago Antunes numa audição no Parlamento, na quarta-feira, dando eco ao que o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, já tinha afirmado anteriormente.

A medida vai ter reflexos positivos para os consumidores na fatura da eletricidade, e Duarte Cordeiro também já tinha frisado que “todos os consumidores serão beneficiados”.

“Todos os consumidores que estão expostos ao mercado de eletricidade beneficiarão naturalmente da diferença entre o preço atual sem qualquer tipo de mecanismo e o novo preço”, estabelecido a partir do momento em que é limitado o preço do gás a 40 euros no início do mecanismo.

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