Vladimir Putin “assassino”? “Práticas comerciais injustas” da China. “Ressaca Pós-Brexit”. Arranca hoje a polémica cimeira do G7

Arranca hoje a primeira cimeira presencial do G7, no na Baía de Carbis, na Cornualha, no Reino Unido, ao final de quase dois anos.

Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e EUA apertaram a mão pela última vez em 2019 em Biarritz, sob a presidência de França, não tendo havido qualquer reunião “olhos nos olhos”, durante a liderança norte-americana do grupo, no decorrer do ano de 2020.

Boris Johnson, o anfitrião do evento e atual líder do G7, convidou ainda a Austrália, a Índia, a África do Sul e a Coreia do Sul, assim como a União Europeia, representada pelo alto responsável pelo Conselho Europeu Charles Michel, devido às tensões comerciais que assolam o mundo.

A chegada de Joe Biden a território da rainha Isabel II ficou marcada pelas declarações do ocupante da Casa Branca sobre a “necessidade de uma união das democracias globais”, um apelo interpretado pela imprensa norte-americana, como um claro recado contra a China, a quem a administração dos EUA já acusou de desenvolver “práticas comerciais desleais e injustas”.

Por outro lado, o presidente norte-americano, terá de aproveitar todos os minutos deste encontro para sarar as feridas, cortadas pelo seu antecessor Donald Trump, sobretudo no que toca à Europa, em especial à Alemanha, com quem mantém fortes tensões comerciais, devido ao gaseoduto NordStream 2, entre Berlim e Moscovo.

Em cima da mesa estão ainda outras questão diplomática de alto nível e bastante delicada, como o acordo de sexta-feira da Irlanda do Norte, que tem sido alvo de polémica durante os ventos pós-Brexit.

Esta semana, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse hoje numa conferência de imprensa em Bruxelas que, conjuntamente com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, vai debater com Boris Johnson os problemas com o protocolo da Irlanda do Norte.

“A UE está determinada em fazer o protocolo funcionar para o bem de todos na Irlanda do Norte. Vergamo-nos durante anos para encontrar soluções”, Von der Leyen, antes de se despedir de Charles Michel.

“Temos mostrado flexibilidade, vamos mostrar flexibilidade, mas o Acordo de Saída tem de ser implementado na sua integridade”, sublinhou.

O próprio Biden já se manifestou preocupado com esta situação. Jake Sullivan, o conselheiro da Casa Branca para a Segurança salientou, em entrevista à CNN, que o Presidente dos EUA está “profundamente preocupado” com esta situação.

O evento ocorre ainda dias antes da cimeira da NATO, que se realiza a 14 de junho e que também contará com a presença de Joe Biden, que dois dias depois se irá encontrar com o seu homólogo russo de quem chamou de “assassino”, numa entrevista. O presidente norte-americano já afirmou que Vladimir Putin “vai saber aquilo que eu quero que ele saiba”.

Formalmente, a agenda do G7 vai ser dominada pelos “temas verdes” dos países, meses antes do da Conferências das Nações Unidas para o Clima, que acontecerá em Glasgow. Outro ponto forma da agenda é a saúde pública, justificado pela atual pandemia, provocada pela covid-19.

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