Além da pandemia, Tóquio tem mais um desafio para garantir sucesso dos Jogos Olímpicos

O Japão está prestes a receber os Jogos Olímpicos em Tóquio. As medidas restritivas contra a Covid-19 estão em marcha, porém, vários especialistas alertam para outra preocupação: desastre naturais.

O país enfrenta continuamente tufões, sismos e, perante a ameaça do vírus e a chegada de um evento desta magnitude, tem de estar em alerta máximo para evitar qualquer tipo de catástrofe.

O Japão é uma das nações situadas no Anel de Fogo do Pacífico, que percorre toda a extensão do Oceano Pacífico, com uma série de pelo menos 450 vulcões ativos ou adormecidos de forma temporária ao longo da costa.

É por esta razão que está debaixo de uma área muito propícia a terramotos ou até mesmo maremotos, como foi o caso de 2011, em que um sismo provocou um tsunami que acabou por deixar um rastro de destruição, com mais de 18.500 vítimas mortais.

Para os organizadores, a pandemia é prioritária, mas para Hirotada Hirose, especialista em calcular o risco de desastres, não se pode esquecer a possibilidade de um grande terramoto atingir a cidade ou o país, disse à AFP.

“O risco de um grande terramoto não pode ser esquecido quando tens de receber os Jogos Olímpicos no Japão”, alertou.

Toshiyasu Nagao, que é especialista em prever terramotos, do Instituto Oceânico de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade de Tokai, partilha da mesma opinião. Também à AFP, refere que “não seria surpresa nenhuma se um grande terramoto atingisse a capital amanhã”, expressando que “não é só Tóquio que está em risco, que o risco de terramoto está disperso por todo o país”.

Sete foi o número de terramotos que atingiram o Japão este ano, e todos tiveram uma magnitude de seis ou mais na escala de Richter.

Embora a organização admita planos de contingência para lidar com vários desastres naturais, assumindo como prioridade a “segurança dos espectadores” e das “pessoas envolvidas”, recusa adiantar mais detalhes sobre esta possibilidade.





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