O carro de Fred Flinstone

O carro mais famoso do mundo não é, necessariamente, o mais rápido. Falamos do carro de Fred Flintstone que, apesar de viver na Idade da Pedra, de ser pedreiro e de desconhecer as potencialidades da moeda e o guia de pagamento bitcoin, consegue comprar um carro para dar belos passeios com a sua mulher Wilma, restante família e com o seu dinossauro de estimação. Terá ganho dinheiro a jogar num casino online utilizando casino paypal deposit? Nunca o saberemos, mas adoramos ver a família instalada debaixo de um toldo enquanto grita Yabadabadoo e dá aquecimento aos músculos das pernas para que o bólide se possa deslocar. E é através deste meio de locomoção que se farão inúmeros passeios e piqueniques entre Fred, Wilma e Barney e Betty, onde Fred se delicia a comer uma pilha de hambúrgueres, à boa maneira do estilo de vida americano.

Yabadabadoo

Poderíamos pensar, se, de tão americano, este primeiro bólide da Humanidade poderia ser um primitivo do Ford. Isso mesmo, de Henry Ford, que tantas tentativas fez para mover um carro a gasolina, tornando-se o grande empreendedor da nova indústria automóvel nos primórdios do séc XX, na América. Chegou a fabricar, nos anos 20, seis mil carros por dia. E se descendesse em linha recta deste Homem das Cavernas? – sim, estamos a falar do Fred (embora, aqui entre nós, ele só tenha despertado para a vida – a cinéfila, pelo menos, uns 40 anos depois).

Alguém muito malicioso, decerto, já observou que seria mais fácil Fred deslocar-se para o trabalho a correr, sem ter de carregar consigo um carro – mas estatuto é estatuto, e na Idade da Pedra, ou seja, há mais de dois milhões de anos, onde ainda não havia preocupações com os diferentes níveis sociais, é justo que um operário se sentisse liberto para fazer correr o seu carro para onde quer que fosse.

Vejamos as vantagens: poupança de combustível – e não há recurso mais verde para o planeta que o próprio suor; impossibilidade de sobreaquecimento do motor por avaria na bomba de água e exclusão das poluentes baterias – mais uma vez, o planeta fica a ganhar; ausência de pneus, que hoje são uma calamidade ambiental, havendo até concursos internacionais para a sua transformação e reaproveitamento. Não estamos a falar do reaproveitamento caseiro: a menina que transforma um pneu em cama de gatos ou o jeitoso da bricolage que aproveita um pneu para fazer um canteiro. Estamos a falar de medidas radicais e em grande escala que incluem a reciclagem de milhares de toneladas de pneus usados em asfalto – o asfalto ecológico – que exige, por cada quilómetro de estrada, de uns 600 pneus usados.

Os dois rolos maciços do carro de Fred Flinstone deveriam ser uma inspiração para os modernos fabricantes de carros. Acabar-se-iam os pneus furados e os acidentes por descontrolo do veículo… só vantagens. Além de que ninguém se lembra de ver o Fred Flinstone numa correria insana para o ginásio, por absolutamente desnecessário. Podemos imaginar a quantidade de calorias despendidas para pôr o bólide a ganhar velocidade com a família (e o dinossauro) lá dentro… mesmo depois de ter comido uma pilha de hambúrgueres.





Notícias relacionadas
Comentários
Loading...