Fabricantes apostam na eletrificação das gamas automóveis em 2022

O próximo ano trará consigo novidades no setor automóvel: mais incentivos à compra de veículos elétricos e novos modelos. Prova disso é o apoio à compra de veículos elétricos que o Governo prolongou até ao dia 31 de março de 2022, permitindo que a ajuda financeira de oito mil euros seja mantida para a compra de carrinhas e carros de 100% elétricos, desde que o seu consumo de energia elétrica não ultrapasse os 18 quilowatt-hora por 100 quilómetros. Para automóveis com consumo de energia elétrica superior ao limite referido, o valor da ajuda é de três mil euros. É de referir também que estes veículos beneficiam da isenção de pagamento do Imposto Único de Circulação (IUC).

De facto, de acordo com a DECO Proteste, os carros elétricos são os mais sustentáveis. Mas estará Portugal preparado para substituir todos os seus veículos a combustão? Segundo o Jornal de Negócios, os números não mentem. O elétrico é o que emite menos CO2. Mas, antes de os outros veículos desaparecerem do mercado, a União Europeia terá de apostar na criação de uma rede europeia de postos de carregamento e a maioria da energia terá de vir de fontes renováveis. O patrocínio e a contribuição para essa área poderá vir de diversas entidades e empresas, seja da área do retalho, do jogo, como a Sportingbet casino, ou de outros sectores. E é nesse ponto que mais uma questão se coloca: as baterias que esses veículos utilizam são ecológicas?

Os dados obtidos por Bruxelas e pela associação do setor, a Transport & Environment (T&E), a que o Jornal de Negócios teve acesso, indicam que sim, no entanto, depende muito do tipo de energia utilizado (atualmente só uma pequena parte vem de energias renováveis) para abastecer a viatura. Em Portugal, a Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE) também tem demonstrado publicamente que defende o aumento da dotação do incentivo à compra de automóveis ligeiros de passageiros 100% elétricos, de 3.000 para 6.000 euros, igualando o valor médio da União Europeia. Enquanto que a ACEA – European Automobile Manufacturer’s Association tem apelado a que a União Europeia defina como meta a criação de uma rede com um milhão de postos de carregamento até 2024 e de três milhões até 2029. Para ambas as organizações, a adoção destas medidas é fundamental para a eficaz implementação dos veículos elétricos em Portugal.

De um modo geral, os principais construtores de veículos automóveis têm vindo a anunciar que pretendem terminar com a fabricação de motores de combustão, apostando na eletrificação das gamas. Essa eletrificação pode ser levada a cabo através de modelos híbridos plug-in ou 100% elétricos. Os híbridos plug-in surgem, neste sentido, como uma alternativa digamos que de “de meio percurso” até ao término definitivo dos veículos a combustão. Tratam-se de veículos híbridos, ou seja, compostos por um motor de combustão interna e por um motor elétrico auxiliar, que permite manter o motor principal a funcionar a baixas rotações. No entanto, os híbridos plug-in vêm equipados com uma bateria que é utilizada para alimentar o motor elétrico, que pode ser carregada diretamente numa tomada convencional, permitindo reduzir o consumo de combustível.

Em 2022, as marcas prometem lançar modelos 100% elétricos, com maiores autonomias e com velocidades de carga superiores às que existem neste momento no mercado, retirando, desta forma, as principais limitações a quem quer comprar um veículo elétrico. São elas: o elevado tempo de carga, a baixa autonomia e a insuficiente rede de postos de carregamento. Assim, se está a pensar em trocar de carro, talvez este seja o momento para optar por um veículo elétrico.



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