Ensaio Volvo XC90 T8 Recharge

Jorge KM Farromba

O outro player

A Volvo, salvo raras exceções, sempre criou automóveis que se diferenciam do establishement do mercado, com produtos atraentes, bem desenhados e bem construídos.

Sempre associámos a Volvo à segurança mas em matéria de desenho dos seus modelos também a marca teve sempre imenso cuidado no produto que lançava no mercado e, daí olharmos para este SUV que nos transmite rigor, elegância e um estatuto superior

O porte com que foi desenhado conjuga, em minha opinião, um desenho clássico e minimalista que perdura no tempo, com a assinatura Luminosa com o martelo de Thor, a imponente grelha, as jantes de 21”, e uma traseira simples com a iluminação mais uma vez com um formato tipicamente Volvo. Como não se socorre de grandes formas estilizadas mas sim minimalistas, o exterior tem tendência para perdurar mais anos na nossa memória, sem nos cansar.

No interior respira-se qualidade, luxo e rigor. Basta somente olhar para os bancos (com extensão para as pernas e totalmente elétricos) que confortavelmente nos acolhem, para os detalhes do tablier em madeira ou alumínio, para o pequeno volante de excelente toque, para o suave toque em todos os materiais (creio não ter encontrado – e tentei – plásticos rígidos). Tudo no XC90 nos eleva o espírito e os sentidos.

Estaticamente é um modelo que é muito confortável, acolhedor e nos transmite serenidade.

Sobre o luxuoso espaço interior é mais que suficiente para os 7 ocupantes com o teto de abrir em vidro a oferecer ainda mais luminosidade ao interior, ajudado por uma sinfonia a cargo da Harman-Kardon

Uma referência para o ecrã tátil central comum aos vários modelos da marca e que exige alguma habituação.

 

E em estrada?

Bom! Com três toneladas e cinco metros, este SUV que nos transporta numa posição elevada e com um lettering T8 trasnmite-nos a perceção de termos debaixo do capot um 6 ou 8 cilindros a gasóleo. Mas nada disso, temos um 4 cilindros com 2.0 de cilindrada … a gasolina.

Verdade seja dita, o motor engana e não parece um 4 cilindros, seja ao nível do ruído, das vibrações e do modo como foi “trabalhado” na sua sonoridade. Certo é que debita em potência combinada de 390cv (com o elétrico com 87cv ), o que lhe permite, havendo carga na bateria ser um 4*4. É verdade, o modelo possui vários modos de condução, desde o Hybrid, Power, Off Road e 4*4.

No “papel” este SUV tem todos os ingredientes para gastar muito combustível mas consegui consumos – a gasolina – de 8,9 a 9,2 – em autoestrada e em estrada de montanha e cidade – sem cuidados no pé direito – de 11l. Sejamos francos. Para um veículo com esta potência, peso e aerodinâmica menos performante que a de um familiar, os valores não são elevados. Neste contexto.

Em termos de condução é necessário primeiro assimilar as dimensões do modelo. Em cidade e estrada é largo, comprido e alto. Em autoestrada é mais simples. Mas esta habituação é rápida e  depois…. é uma questão de ir fazendo contas

A sua condução é suave, tranquila e confortável. Foi dada mais primazia ao conforto de utilização do que a uma condução desportiva.  Não é esse o “traço” que a marca desenhou para o XC90. E isso nota-se no modo como as suspensões foram concebidas, do cuidado na insonorização  e com a suspensão pneumática, que conjugado com o luxuoso e confortável interior tornam qualquer viagem de 300 kms num prazer.

Tudo isto num pacote perto que começa no 83.000€ (versão ensaiada 100.218€)

 

 

 

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