Ensaio Volvo XC40 Recharge: O primeiro elétrico da marca

Texto de Jorge Farromba

“Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida”

A célebre frase de Confúcio, pensador e filósofo chinês assenta que nem uma luva naquela que é a minha filosofia de vida e, no que, nos ensaios automóveis também diz respeito.

Para podermos analisar um qualquer automóvel temos de o fazer com rigor, ética, profissionalismo e algum know-how mas temos sobretudo de ter a paixão/prazer pelo mundo automóvel. De nada vale tentar ensaiar, sem essa devoção ao automóvel, dado que o artigo fica despido de “chama”, de “alma”.

Consigo ao dia de hoje olhar para o automóvel do ponto de vista técnico; do marketing; da experiência do consumidor, dos detalhes, das valências e das ausências, balizado nos vários anos que ensaio automóveis.

E, essa profusão de saberes interessa na hora de analisar qualquer automóvel. Saber até onde um produto é mesmo inovador ou somente um produto do marketing; onde se posiciona face à concorrência, onde está a inovação ou onde é um follower; onde a segurança faz parte dos valores da marca ou somente uma tendência de mercado, and so on….

Dito isto, a Automonitor foi convidada para participar no ensaio do XC40 Recharge – o primeiro elétrico da marca – que chega ao mercado em Outubro, e onde, em quase duas horas de um trajeto pré-definido entre o Museu da Eletricidade em Lisboa e o Hotel Miragem em Cascais foi possível perceber/conhecer (foi curtinho o ensaio…) o que a marca oferece e, mais importante, como o oferece.

Nestes poucos kms pareceu-me mais “maduro”, com alguns itens a serem melhorados face ao modelo XC40 já lançado há uns anos e onde foi carro do ano.

A saber, os materiais empregues, a filtragem das suspensões, o conforto, mas sobretudo, a ligação à estrada, que se pode dever ao posicionamento das baterias no piso, que permitiu baixar o centro de gravidade do Volvo e conseguir uma melhor redistribuição de pesos (a par da colocação dos dois motores elétricos de 204cv cada que garantem arranques em 4,9 segundos até aos 100km/hora e uma autonomia de 400kms, fazendo também uso do sistema do pedal ativo do acelerador para recuperar energia).

Em termos estéticos nota-se o desaparecimento da grelha dianteira – tapada, nesta versão elétrica. Sob o prisma da experiência sensorial a marca sueca soube trabalhar estes detalhes de modo muito interessante no seu interior e nos materiais empregues (falaremos melhor no ensaio mais alargado).

Em termos de experiência com o consumidor a marca apostou numa ligação à Google no sistema de infotainment de modo a assegurar uma melhor user-experience, num modelo que também já faz atualizações online do seu software.

Em resumo, por mais de 51.000€ e com vendas a partir de Outubro pode usufruir de um modelo que pretende manter intactas as raízes da marca: sustentabilidade, segurança, qualidade e com a promessa de até 2025 possuir toda a marca eletrificada. Adicionava-lhe que neste modelo, quis ir ainda mais longe, melhorando no conforto e sobretudo na dinâmica de condução que, aparentemente neste ensaio pareceu ter sido incrementada e que, num ensaio mais dinâmico permitirá comprovar.

Jorge KM farromba

jorgefarromba@gmail.com

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