DS aposta no luxo francês e lança o modelo DS4

Jorge KM Farromba

A marca DS do universo Stellantis surge com o lançamento do DS4 apostada no segmento premium dominado pela armada alemã e, como a maioria das marcas, começou pela versão híbrida, aqui denominada E-Tense com 225cv.

Os preços variam entre 38.500 e 51 mil euros, com autonomia elétrica superior a 50km. Existem versões a diesel para o setor empresarial e a gasolina com 130, 180 e 225Cv.
E esta ambição da marca patente no slogan “The Spirit of Avant Garde” diz bem como pretende ser vista: Luxo Francês, ‘savoir faire’ Francês (mais artesanal) e inovação.

Se 2019 foi o lançamento da marca, 2020 o da “aceleração”, é expectável 2021 ser o da “afirmação”. Para tal, o DS4 apresenta-se com ambições inequívocas: aposta no design, inovação e exclusividade.

Com 4.40 metros de comprimento, 1.49 de altura e 1.87 de largura, perde somente para uma das viaturas da concorrência na distância entre eixos. As várias jantes existentes variam desde as 17, 19 e 20”.

Mas para uma marca sem histórico no segmento premium esta tem de apresentar algo mais do que números no segmento de maior volume – C. E, para isso lapidou um atraente modelo com uma grelha tridimensional, assinatura luminosa diurna com 150 leds e os faróis DS Matrix LED Vision com iluminação matricial e direcional. Lateralmente, o destaque vai para os puxadores de porta embutidos

Num modelo esculpido com várias formas, é lícito referir que não deixa ninguém indiferente. Uma novidade é também o modo como a marca interpretou este conceito de berlina e que, por força da sua traseira, pode muito bem “casar” como coupé e, estilisticamente alterado pode permitir até lançá-lo como um falso SUV, colocando para tal, barras no topo da carroçaria e alguns adornos plásticos junto da parte inferior dos para-choques, sem subir as suspensões.

O interior surge sóbrio mas requintado com pormenores inéditos no segmento, com bastante recurso a pele e a tecnologia, onde a habitabilidade é boa, tanto à frente como atrás (na bagageira encontramos a bateria).

Fruto da especificidade do mercado nacional a marca lançou duas versões: o Cross (o falso SUV) e o Berlina, sendo que depois variam os níveis de acabamento desde a edição especial La Première, ao Bastille +, Trocadero e Rivoli

Características em destaque:
• Bancos dianteiros comandados eletricamente, apoio lombar com regulação pneumática, bem como, funções de arrefecimento, aquecimento e massagem.
• Suspensão pilotada DS ACTIVE SCAN SUSPENSION, onde uma câmara colocada no topo do para-brisas visiona e antecipa as irregularidades da estrada que depois atua nos amortecedores de cada roda de forma independente.
• DS NIGHT VISION, onde a câmara de infravermelhos deteta peões e animais até 200 metros, à noite e com pouca luz.
• DS EXTENDED HEAD UP DISPLAY que, recorrendo a uma ilusão de ótica, alguma informação é apresentada “quatro metros à frente do para-brisas”, acompanhando a visão do condutor numa diagonal de 21 polegadas.
• DS SMART TOUCH um novo sistema de controlo por gestos, posicionado na consola central com reconhecimento da escrita.
• Atualizações de ‘software’ efetuadas feitas via ‘cloud’ e em tempo real.
• “Radar Corners” monitorização do ângulo cego a longa distância
• Alerta de tráfego traseiro, para evitar uma colisão em situações de manobras de marcha-atrás
• DS DRIVE ASSIST
• condução semiautónoma de Nível 2 – o mais elevado atualmente permitido para circulação em estrada
• ‘cruise control’ adaptativo
• Para 2022: ultrapassagem semiautomática, adaptação da velocidade em curva e aviso antecipado da velocidade exibida nos sinais de trânsito.

Com preços a começar nos 30.000€ até aos 51.000€ e com comercialização a partir de Novembro, num modelo produzido na Alemanha, a DS tem agora um GAP até ao lançamento, para envolver o consumidor no seu novo produto e criar neste o gosto por esta interpretação francesa do luxo e inovação.

Certo é que num mercado extremamente competitivo e com alvos bem definidos – Mercedes Classe A e B, BMW serie 1 e Audi A3 e, como “falso Suv”, o BMW X2 o Lexus Ux, qualquer marca hoje para captar clientes não pode somente vender um produto. Tem de vender diferenciação, uma “experiência”, um “detalhe”, uma “jornada de cliente” diferente. Vai ser nesse espaço que as marcas hoje vão conseguir captar novos clientes e a DS, ao partir mais atrás sabe que existe um caminho a percorrer, mas bem seguido, por exemplo, numa estratégia de oceano azul – parte dela já a trilhou – pode muito bem imiscuir-se no segmento premium com um produto diferente.

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