Daimler em “transformação”: Empresa vai fabricar o primeiro motor elétrico interno na fábrica centenária de Berlim

As preocupações dos trabalhadores adensaram-se depois de a empresa alemã ter revelado, em setembro do ano passado, que a sua unidade na capital da Alemanha iria pôr termo à produção do motor a diesel de 6 cilindros dentro de um ano.

O investimento na fábrica Berlin-Marienfelde, construída há 120 anos, anteriormente fixado em dois milhões de euros, irá aumentar para três milhões de euros nos próximos seis anos, de acordo com a Daimler.

Conhecido como motor de fluxo axial, a tecnologia foi projetada pela startup britânica YASA, que a Daimler adquiriu no início deste ano, e poderá aumentar o alcance de um EV até 7%, segundo o fundador da YASA, Tim Woolmer.

O e-motor é mais simples de produzir do que o seu equivalente a diesel, o que significa que a fábrica eventualmente irá necessitar de menos trabalhadores, apesar de o número ainda não ser conhecido, segundo o chefe de produção Joerg Burzer.

De acordo com Burzer, o campus de formação digital que a Daimler criou em parceria com a Siemens em março irá começar a operar em 2022, além de possibilitar a criação de novos empregos.

Salvaguardado num acordo sindical, os cerca de 2.300 funcionários da fábrica têm garantidos os seus cargos até ao início de 2030.

“Há um ano, não sabíamos o que iria acontecer na fábrica. Hoje estamos a embarcar no que será uma transformação bem-sucedida de cabeça erguida”, comentou Michael Rahmel, presidente do conselho de trabalhadores da Berlin-Marienfelde.

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