Filhos mais resilientes? Especialistas dão quatro conselhos de como ajudar os mais jovens

Envolver as crianças e os jovens em ações de voluntariado e ativistimo não serve apenas para criar pessoas empáticas e altruístas. Tem também o poder de fazer com que se sintam úteis e motivados, aumenta a auto-estima e a capacidade de resiliência.

“Quando as crianças contribuem para o mundo, sabem que são importantes, e saber que são importantes é um dos fatores mais protetores. Isso aumenta a auto-estima e a motivação”, explica Ken Ginsburg, médico e diretor do Centro para a Comunicação de Pais e Adolescentes, nos Estados Unidos.

A CNN ouviu vários especialistas e reuniu quatro recomendações para a ajudar os pais e cuidadores a ensinar os jovens a serem mais resilientes e preocupados com os outros.

Siga a paixão do seu filho

O segredo é descobrir o que motiva o seu filho e não o que acha que é bom para ele, o que o vizinho ou amigo está a fazer ou o que ficará melhor no seu currículo, como explica a psicóloga Michele Borba.

Robyn Silverman , especialista em desenvolvimento infantil, recomenda procurar oportunidades que personalizem o voluntariado, como a compra de presentes de Natal ou material escolar para uma família com um filho da mesma idade, por exemplo. Mas, em vez de serem os adultos a fazer as compras, deve ser a criança a escolher os bens a doar.

Identifique o propósito que motiva a ação

Os adolescentes podem precisar de ajuda para identificar uma causa com a qual se preocupam, por isso, preste atenção ao tipo de questões que colocam e aos assuntos que partilham, sugeriu Silverman.

Se estiverem frustrados com uma política ou situação específica, por exemplo, mostre exemplos de outras crianças que defendem a mudança e lembre-os de que “eles não precisam de ficar sentados de braços cruzados”, explicou a especialista.

Abordar as razões da sua resistência

Se uma criança resiste ao trabalho voluntário, descubra a causa e tenha em conta a personalidade dos jovens. Se são muito tímidos para participar numa atividade de grupo, por exemplo, opte por tarefas em casa. “Ajude-os a entender como é útil para si quando ajudam nas tarefas domésticas. Ter essa experiência pode fazer com que queiram alarga-la”, recomenda Ginsburg.

Defina a ‘mudança’ de forma flexível

“Acho que as crianças se sentem muito pequenas e muito impotentes hoje em dia – entre Covid, conflitos raciais ou mudanças climáticas – mas, quando têm a oportunidade de ajudar e ver outra pessoa a ser afetada por isso, os problemas com que lidam podem tornar-se diminutos”, acrescentou Silverman. “Isso não os torna sem importância, mas dá-lhes perspetiva.”

Além de ajudar os outros, as crianças que procuram fazer a diferença aprendem a pedir ajuda quando precisam. “Aprendem como é bom dar. Portanto, quando for a vez de eles receberem, podem fazê-lo sem vergonha e estigma”, explicou Ginsburg. “E esse é o derradeiro ato de resiliência – voltar-se para outro ser humano e dizer: ‘por favor, ajude-me’.”

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