“Pingdemia” em Inglaterra bate novo recorde. Governo prepara novas medidas

A “pingdemia” inglesa bateu um novo recorde, depois de mais de 600 mil ingleses terem sido “pingados” em apenas uma semana. Boris Johnson já pediu desculpa e o Governo prepara agora medidas excecionais para travar o caos criado pelo fenómeno. Saiba do que estamos a falar.

Com o aumento dos contactos sociais, aumentaram também os contactos de risco detetados pela app do NHS (equivalente inglês ao SNS) e por isso cada vez mais pessoas são notificadas para cumprir quarentena depois de terem estado em contacto com pessoas infetadas com covid-19.

Os “pings” (som das notificações da app) estão a bater recordes depois de o país ter deixado cair todas as restrições aos contactos sociais. Na semana que terminou a 14 de julho, foram enviadas 618.903 notificações, mais 17% do que na semana anterior. Os números previstos para estas semanas após o ‘Dia da Liberdade’ são muito mais elevados.

Quando se recebe o “ping” da app, chega a ordem de isolamento por um determinado período de tempo. A notificação é enviada depois de a aplicação ter detetado que o utilizador esteve em contato próximo com alguém que testou positivo para a covid-19.

O número de pessoas a serem “pingadas” aumentou drasticamente e atingiu meio milhão na semana passada, chegando nesta semana às 600 mil. Resultado? São cada vez mais os trabalhadores a terem de faltar ao emprego e isso está já a ter impacto em vários setores e até no fornecimento dos supermercados. O secretário de estado dos Negócios, Kwasi Kwarteng, revelou hoje o Governo prepara uma lista de setores autorizados a ignorar as notificações da app, menos de 48 horas depois de o primeiro-ministro ter dito que as regras não mudavam antes de 16 de agosto.

Existem agora receios de que haja muitas pessoas a apagar a aplicação dos telemóveis para evitarem o isolamento.

A pressão sobre o Governo aumenta e Boris Johnson ontem pediu mesmo desculpa pelo fenómeno. O primeiro-ministro disse que “todos percebem os inconvenientes de ser ‘pingado’”. “Peço desculpa a todos os que trabalham em todos os tipos de serviços – setor público ou outro – e que estão a passar por estes transtornos”, disse em vídeo, já que ele próprio está em isolamento profilático.

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