Covid-19: Mais de 1.000 cidades no Brasil estão com falta de oxigénio

Pelo menos 1.068 municípios brasileiros fizeram soar esta semana o alerta vermelho, dado que estão prestes a ficar sem oxigénio devido ao aumento constante do número de infeções, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Conasems, um conselho que reúne os vereadores do país para a saúde.

Na nota enviada à Folha de São Paulo, a organização governamental lembra  que o número de cidades em aflição pode ser ainda maior, dado que o questionário, realizado entre meados de março e o início desta semana, só foi preenchido por um número muito reduzido de autarquias.

A maior parte dos municípios avisa que “há cada vez mais dificuldade em obter garrafas de oxigénio e que, se este fenómeno continuar, ou o Governo liderado por Jair Bolsonaro pede ajuda ao estrangeiro ou o sistema nacional de saúde brasileiro vai ficar sem resposta”.

Em janeiro, “uma dramática falta de oxigénio em Manaus, a maior cidade da região amazónica, causou dezenas de mortes em hospitais saturados”, como lembra a Folha.

Manaus, capital do estado do Amazonas, com 2,2 milhões de habitantes, viveu uma situação caótica e muitas pessoas foram obrigadas a obter cilindros de oxigénio no mercado negro para tratar familiares em casa.

Na tentativa de evitar que uma tragédia semelhante aconteça noutras regiões, o Ministério Público Federal organizou uma reunião com representantes do Ministério da Saúde e da White Martins, uma das principais fornecedoras de oxigénio.

Perante o caos, Nicolás Maduro, líder da Venezuela, enviou 14.000 garrafas de oxigénio, o equivalente a 136 mil litros para a maior cidade da Amazónia brasileira.

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