Regresso ao lar? Burnout leva mais mulheres a deixar o trabalho

Um estudo realizado pela McKinsey & Company em parceria com a LeanIn.org mostra que a pandemia veio intensificar os episódios de burnout, especialmente junto do sexo feminino. Por entre as mulheres inquiridas (de uma amostra total de mais de 65 mil trabalhadores), 42% disse ter mais vezes, ou sempre, a sensação de burnout, quando comparado com 35% dos homens.

Trata-se de um salto de 10%, já que, no ano passado, somente 32% das mulheres inquiridas dizia ter essa sensação. No caso dos homens, também se nota uma subida, mas menos acentuada, com os registos de 2020 a fixarem-se nos 28%.

Segundo a CNN, que dá conta do estudo, as consequências deste problema poderão ser particularmente preocupantes: uma em cada três mulheres já considerou deixar o mundo do trabalho ou reduzir o peso da carreira nas suas vidas. Nos primeiros meses da pandemia, uma em cada quatro mulheres sugeria o mesmo.

Os níveis de burnout são ainda mais elevados junto das mulheres com cargos de liderança, uma vez que mais de 50% das mulheres responsáveis por equipas diz sentir-se em situação de burnout com frequência ou sempre.

Em última instância, a falta de solução para o problema poderá resultar num regresso ao lar e na redução do número de mulheres na força de trabalho, especialmente nas posições de topo – onde já escasseiam face aos homens.

Revisão dos métodos de contratação, promoções e avaliações de desempenho é um dos passos que as empresas pode dar para tentar evitar o êxodo das mulheres. Além disso, os líderes das organizações devem ser responsabilizados.

 

 

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