Portugal vai ficar perto dos 200 mil milhões recebidos da União Europeia desde 1986

Com a aprovação do Orçamento plurianual 2021-2027 da União Europeia (1,08 biliões de euros) e o Fundo de Recuperação e Resiliência (750 mil milhões de euros, dos quais 390 mil milhões em apoios e os restantes 360 mil milhões dedicados a empréstimos), a fatia que Portugal vai receber do bolo global corresponde a cerca de 30 mil milhões, acrescidos de 15,3 mil milhões em apoios – tudo somado, mais de 45 mil milhões de euros, tal como já fora anunciado por António Costa em julho, na altura do acordo estabelecido no Conselho Europeu e antes do veto de Hungria e Polónia, entretanto desbloqueado. Além destas verbas, o país tem ainda ao dispor o recurso à possibilidade de empréstimos.

Por comparação com o Quadro Financeiro que agora termina (2014-2020), no qual Portugal recebeu 32,7 mil milhões de euros, regista-se uma subida de 37%. Recuando ao Quadro Financeiro anterior (2007-2013), vale a pena lembrar que Portugal recebeu 22 mil milhões de euros. E, feitas as contas desde a adesão, em 1986, até 2013 os valores atingiram os 96,7 mil milhões. Sem incluir verbas que possam resultar do acesso a futuros empréstimos, mas englobando os 45,3 mil milhões assegurados para o período 2021-2027, Portugal ficará muito próximo dos 200 mil milhões de euros em verbas vindas da União Europeia desde a adesão – somará 196,7 mil milhões.

Em julho, com base nas verbas que o país vai receber, António Costa anunciou mesmo um apoio de 300 milhões para o Algarve, distribuídos por áreas como a saúde, a melhoria de infraestruturas e uma série de inovações no plano económico.





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