Arábia Saudita atacada por drones armados dos Houthi. Maior petrolífera do mundo entre os alvos

A Arábia Saudita anunciou ontem que intercetou e destruiu vários drones “carregados de explosivos” enviados pelo movimento Houthi para causar estragos a edifícios de várias instituições públicas do reino, informou a TV estatal do país.

O movimento Houthi e o Irão tentaram atingir duas universidades, uma em Najran e outra em Jazan, cidades sauditas próximas da fronteira com o Iémen. A coligação saudita conseguiu destruir ao todo seis drones, conforme refere o Arab News.

O porta-voz militar houthi, Yahya Sarea, confirmou o ataque no Twitter, e desvendou que a ofensiva tinha como alvos principais a base militar do rei Abdelaziz em Dammam e outros centros das forças armadas em Najran e Asir, assim como as instalações da Saudi Aramco em Ras al-Tanura, a maior empresa petrolífera do mundo, como indica a Reuters.

O Ministério da Energia da Arábia Saudita confirmou que um dos projéteis atingiu uma estação de distribuição da empresa em Jazan, mas que não houve nem feridos nem mortos, “ apenas um incêndio, entretanto controlado”, noticiou a agência de notícias estatal SPA.

A Arábia Saudita apresentou há quatro dias uma proposta para acabar com a guerra no Iémen, incluindo um cessar-fogo nacional e a reabertura de algumas ligações aéreas e marítimas. Mas o movimento Houthi está cético, conforme noticia a imprensa internacional.

A iniciativa, anunciada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, o príncipe Faisal bin Farhan Al Saud, inclui a reabertura parcial do aeroporto de Sanaa e permite a importação de combustível e alimentos através do porto de Hodeidah, ambos controlados pelos houthi com apoio do Irão, como refere o Arab News.

O príncipe não especificou quais serão as rotas aéreas permitidas ou se as importações de alimentos e/ou combustíveis através do porto de Hodeidah estariam sujeitas a pré-autorizações adicionais.

“Esta proposta nada tem de novo”, afirmou o negociador-chefe dos Houthi, Mohammed Abdulsalam, em declarações à Reuters.

A Arábia Saudita tem estado sob crescente pressão para pôr fim ao conflito de seis anos no Iémen, desde que Joe Biden afirmou que não apoiaria mais a ofensiva saudita e pediu ao movimento Houthi que interrompa as operações militares.

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