Ucrânia: Putin está a considerar pedir ajuda à Coreia do Norte. Quer trocar energia e cereais por 100 mil soldados

Vários observadores argumentam que o esforço de guerra da Rússia na Ucrânia está a perder fulgor, devido a uma resistência ucraniana maior do que esperado e a perdas significativas de soldados, de material e de armamento.

A entrar no sexto mês de guerra, dados das Forças Armadas da Ucrânia dão conta que, até ao dia de hoje, Moscovo já perdeu 41.650 militares, quase dois mil tanques, 223 aviões, 950 sistemas de artilharia e quatro mil veículos blindados.

Sem conseguir grandes avanços em solo ucraniano, alguns especialistas preveem que a guerra acabará por converter-se num “conflito congelado”, em que uma linha imaginária separará os territórios ocupados pela Rússia no Leste da Ucrânia e o resto do país invadido, à semelhança do que se observa entre as duas Coreias, que estão separadas por uma zona desmilitarizada, fortemente protegida, ao longo o paralelo 38.

Agora, relatos da imprensa russa revelam que o Presidente Vladimir Putin, ciente das fragilidades das suas forças armadas, estará a considerar recorrer ao aliado autocrata Kim Jong Un, Líder Supremo da Coreia do Norte, para fortalecer as fileiras do seu exército.

Segundo avança o ‘Daily Mail’, Putin está disposto a trocar combustíveis fósseis e cereais por 100 mil soldados norte-coreanos. As notícias surgem depois de o regime de Pyongyang já se ter comprometido a enviar trabalhadores para ajudar Moscovo na reconstrução das regiões ocupadas pelos militares russos no Leste ucraniano, cimentando o controlo da Rússia nessas áreas.

Os soldados norte-coreanos seriam integrados nas forças das regiões separatistas pró-russas de Donetsk e Luhansk, que o próprio Kim Yung Un já reconheceu como território independentes.

O coronel Igor Korotechenko, especialista em assuntos militares, contou à televisão estatal russa Rossiya 1 que “não devemos hesitar em aceitar a mão que Kim Jong Un nos estende” e que “sabemos que 100 mil voluntários norte-coreanos estão preparados para vir [para a Ucrânia] e fazer parte do conflito”.

“Se a Coreia do Norte expressa um desejo de para responder ao seu dever internacional de combater o fascismo ucraniano, deveríamos deixá-los”, salienta Korotechenko.

As relações entre a Rússia e a Coreia do Norte são sólidas, sendo que a União Soviética foi o primeiro país a reconhecer oficialmente a existência desse país em 1948 e esteve ao lado o exército norte-coreano durante a guerra entre as duas Coreias entre 1950 e 1953.

Putin parece estar hoje desesperado para restabelecer as suas forças militares enquanto continua a sofrer grandes perdas às mãos da Ucrânia, munida de artilharia pesada enviada pelos países ocidentais.

Relatos dão conta de que Moscovo está a recrutar voluntários nas prisões e empresas públicas da Rússia, em troco de salários bastantes elevados para a média do país.

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