Trabalhadores do Grupo Águas de Portugal em greve

Os trabalhadores do Grupo Águas de Portugal (AdP) vão estar em greve esta sexta-feira, por aumentos salariais de 90 euros, bem como pela redução do horário de trabalho para 35 horas semanais, entre outras medidas de valorização das carreiras.

“Esta sexta-feira, 11 de junho, os trabalhadores do Grupo Águas de Portugal cumprem uma greve de 24 horas pela concretização das medidas necessárias à sua valorização, num grupo que teve 79 milhões de euros de lucros em 2020”, informou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL), afeto à CGTP-IN.

Na nota enviada à comunicação social, o sindicato diz que “os trabalhadores estão fartos e descontentes com a atual situação, e exigem resposta imediata às suas reivindicações sem mais delongas e desculpas”.

Assim, desde as 00:00 de sexta-feira, os trabalhadores promovem uma paralisação, para reivindicar aumentos salariais de 90 euros por trabalhador, fixando-se em 850 euros, “no curto prazo, como o salário mínimo de entrada nas empresas e a negociação das matérias pecuniárias e outras com base nas propostas das organizações sindicais”.

Defendem ainda a construção de um novo regime de carreiras, categorias profissionais e funções “que valorize e reconheça o saber, a experiência e o empenho dos trabalhadores”, a redução progressiva do horário de trabalho para as 35 horas semanais e a atribuição de um subsídio de risco extraordinário, no contexto da pandemia de SARS-CoV-2 e a regulação do suplemento de insalubridade, penosidade e risco.

Adicionalmente, os trabalhadores lutam pela estabilidade do emprego e pelo fim da precariedade laboral, defendem a gestão pública da empresa e o fim do ‘outsourcing’ e a contratação de mais trabalhadores para assegurar um serviço de qualidade.

Por fim, os trabalhadores reivindicam a aplicação do Acordo de Empresa da EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres a todos os trabalhadores da AdP, bem como a “melhoria e o pleno respeito pelas normas de segurança e saúde no trabalho”.

“Os problemas laborais mantêm-se sem resolução há vários anos, menosprezando-se o empenho e a dedicação dos trabalhadores, que se mantiveram na primeira linha da prestação de um serviço público essencial à população neste difícil contexto sanitário”, sublinha o sindicato.

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