Toda a história da noite da celebração do Sporting segundo a IGAI. Veja aqui o relatório completo

O Governo já publicou o relatório da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI), cujas conclusões foram apresentadas esta sexta-feira pelo ministro Eduardo Cabrita, sobre a atuação da PSP na noite de celebração do título do Sporting, em Lisboa.

No relatório da investigação à atuação da PSP, a noite de celebrações é contada ao detalhe, desde a preparação dos dias anteriores com o envolvimento das claques sportinguistas e da Câmara de Lisboa, até à operação policial na noite dos festejos, que envolveu disparos por parte da PSP, um deles tendo causado ferimentos a um adolescente de 13 anos que celebrava no Marquês de Pombal e foi atingido na cabeça.

Consulte aqui o relatório na íntegra

Na apresentação das conclusões do inquérito, Eduardo Cabrita disse ter existido “ausência de cooperação do Sporting Clube de Portugal às solicitações feitas pela IGAI”.

O Ministro da Administração Interna diz que “todas as instituições colaboraram com a Inspeção Geral.” Já “o Sporting Clube Portugal não respondeu a qualquer dos pedidos de esclarecimento feitos pela IGAI”, reforçou. Cabrita sublinha ainda que “recaía essa obrigação sobre o Sporting enquanto instituição de utilidade pública, estatuto que lhe foi atribuído pelo Governo e que determina uma obrigação especial de colaboração.”

E acusa o clube de ter desrespeitado as forças de segurança naquilo que tinha sido determinado: “Não foram cumpridas as determinações do diretor nacional da PSP que estabeleceu um conjunto de atividades que deviam ser realizadas no estádio do Sporting: a colocação de grades, controlo de pessoas e fiscalização. Permitiram a aglomeração de adeptos junto ao estádio”, afirmou.

Na operação de manutenção de ordem pública da PSP, o governante realça “o papel da PSP ao longo da circulação dos dirigentes e atletas do Sporting ao longo da cidade entre o estádio e o Marquês de Pombal, destacando as condições particularmente difíceis, em que foi assegurada a ordem pública.”

Cabrita considerou ainda que existiu um “uso manifestamente abusivo da figura do direito de manifestação” por parte dos adeptos sportinguistas e anunciou que pretende mudar a lei: “Iremos preparar, no meu gabinete, uma proposta de revisão do decreto de lei que regula o exercício do direito à manifestação, que se trata de um diploma pré-constitucional.”

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