Covid-19: Testes rápidos de fluxo lateral (LFTs) detetam “quase todas as pessoas” em risco de contágio, diz estudo

Afinal, os testes rápidos de fluxo lateral (LFTs) são mais fiáveis do que pareciam. Um novo estudo levado a cabo por investigadores da UCL, Liverpool University, Harvard University e University of Bath mostra que análises anteriores eram “potencialmente enganadoras” porque este tipo de testes tem um valor diferente, mas que também importa ter em consideração.

O novo estudo, reportado pelo Telegraph, mostra que os testes rápidos de fluxo lateral apanham “quase todas as pessoas” em risco de propagar o novo coronavírus. Os investigadores lamentam, por isso, que dados anteriores tenham gerado uma onda de críticas que resultou mesmo num cenário de confusão junto de quem legisla e cria regras para a pandemia.

O que esta investigação mostra é que estes testes deverão ser mais de 80% eficazes na deteção de qualquer nível de Covid-19 em determinada pessoa. A eficácia sobe para mais de 90% na deteção das pessoas mais contagiosas.

As críticas anteriores sugeriam que os testes LFT tinham baixa sensibilidade, mas os investigadores do novo estudo garantem que foram obtidas conclusões erradas pela comparação dos seus resultados com os de testes PCR. “É como comparar maçãs e laranjas.”

Irene Petersen, da UCL, esclarece que os testes PCR mostram que alguém foi infetado a determinada altura, dentro de uma janela temporal, e não significa necessariamente que essa pessoa está contagiosa nesse preciso momento. Os testes LFT, por seu turno, oferecem informação sobre quem está contagioso agora.

«À medida que os testes LFT se estão a tornar mais usados nas escolas, locais de trabalho e na admissão a eventos, é importante que os profissionais de saúde e que o público tenham informação clara sobre as características operacionais dos mesmos», acrescenta Irene Petersen, citada pelo Telegraph.

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