Covid-19: Só 0,15% das vacinas provocaram reações adversas aos portugueses

Até 6 de maio, a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) recebeu 5.359 notificações de reações adversas às vacinas contra a covid-19 administradas em Portugal, num total de 3.658.504 doses. Isto significa que os efeitos adversos foram assinalados em 0,15% dos casos.  

A vacina da Pfizer/Biontech, é a que regista mais reações adversas (3.942), mas também é o fármaco mais administrado em Portugal (2.529.640 doses).

No que diz respeito à vacina da AstraZeneca, foram administradas 834.912 doses e foram reportadas 1.122 reações adversas.

A vacina da Moderna deu lugar a 295 queixas em 287.419 doses aplicadas e o fármaco da Johnson & Johnson, que começou a ser administrado há poucos dias, não tem reações adversas a assinalar.

34 reações fatais

Os mesmos dados mostram que a maioria das reações adversas (55,92%) não são consideradas graves. 

Segundo o Infarmed, as dores musculares lideram a tabela das reações adversas mais notificadas, seguindo-se as cefaleias, febre, fadiga, náuseas, tremores, linfadenopatia, parestesias e eritema/eczema.

Em relação aos casos graves não fatais reportados (43,44%), aqui são incluídas situações em que os utentes correram risco de vida, sofreram incapacidade significativa, desenvolveram anomalias congénitas, tiveram de ser internados ou o seu internamento foi prolongado, entre outras. 

Foram ainda reportadas 34 reações fatais (0,63%), mas é de salientar que neste parâmetro se incluem “notificações de casos de morte ocorridos após a vacinação sem relação causal direta demonstrada com a vacina administrada”.

Estes casos, adianta o Infarmed, “ocorreram maioritariamente em idosos que apresentam condições de saúde mais frágeis (alguns com diversas comorbilidades). A vacinação contra a Covid-19 nestes grupos não reduzirá as mortes por outras causas, que continuarão a ocorrer”.

 

Ler Mais




Notícias relacionadas
Comentários
Loading...