SJ quer esclarecimentos sobre vigilância de autoridades públicas a dois jornalistas

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) repudia e quer esclarecimentos da Procuradora-Geral da República sobre a vigilância que autoridades públicas realizaram a dois jornalistas, em 2018, por ordem da procuradora Andrea Marques, do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

Em comunicado divulgado no site do SJ refere-se que “o Sindicato dos Jornalistas pediu hoje esclarecimentos urgentes à procuradora-geral da República (PGR) depois de ter sido informado de que dois jornalistas de dois órgãos de informação terão sido vigiados por autoridades públicas, numa clara violação do seu sigilo profissional e da proteção das fontes de informação”.

O SJ “solicitou esclarecimentos urgentes à PGR sobre esta matéria e um cabal e rápido apuramento de responsabilidades, alertando para a gravidade deste precedente e os constrangimentos que coloca ao exercício de um jornalismo livre e independente, fundamental em democracia”.

A situação, que incidiu sobre um jornalista da revista Sábado (Carlos Rodrigues Lima) e outro da TVI (Henrique Machado), incluiu ações variadas que envolveram vigilância nas ruas, registos fotográficos e análise das suas contas bancárias.

O Ministério Público reagiu, referindo que a vigilância policial dos dois jornalistas não teria de ser autorizada por qualquer juiz e que o processo decorreu “com respeito pela legalidade”.

O caso já foi repudiado por Catarina Martins (Bloco de Esquerda), Cotrim Figueiredo (Iniciativa Liberal) e também por Ana Gomes, Marisa Matias, João Ferreira, Vitorino Silva e Tiago Mayan Gonçalves, estes últimos cinco candidatos à Presidência da República, todos considerando que se tratou de um “atentado à liberdade de imprensa”.





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