Serviços Secretos suecos investigam drones que sobrevoaram centrais nucleares no país

A agência de segurança nacional da Suécia confirmou uma investigação mais alargada sobre os drones que, na semana passada, foram vistos a sobrevoar as três centrais nucleares do país.

Inicialmente, as autoridades reconheceram apenas que estes “aparelhos aéreos não tripulados” tinham sobrevoado duas centrais nucleares suecas em Forsmark, a norte de Estocolmo, e em Oscarshamn, na região sudeste do país.

Mais tarde, os serviços secretos, conhecidos pelo acrónimo sueco SAPO, indicaram que um outro drone tinha sido visto a sobrevoar uma terceira central nuclear, localizada em Ringhals, a maior das três estruturas e fica na costa oeste do país. Daí que, após uma avaliação preliminar, as autoridades tenham decidido investigar os incidentes de forma mais pormenorizada, segundo fizeram saber os serviços secretos, em comunicado.

Foi na sexta-feira, 14, que a polícia sueca foi alertada para a presença dos drones, tendo acabado por perder o rasto dos aparelhos. Ao que a imprensa sueca apurou, os aparelhos eram mesmo suficientemente grandes para suportar o vento forte que soprava sobre a área. Em declarações à televisão nacional SVT, Hans Liwang, professor do Colégio de Defesa Nacional Sueco, sublinhou que o país não está preparado para este tipo de acontecimento. “Ainda pensamos no mundo como estando em guerra ou em paz. A realidade de hoje não é bem assim.”

Em 2019, um dos reatores da central de Ringhals, no sudoeste da Suécia, foi permanentemente fechado, tendo os operadores justificado a medida com o aumento dos custos de manutenção da operação e com a ausência de lucro.

A par daquela estrutura, existem ainda outras duas centrais nucleares desativadas na Suécia: Barseback, que fica numa estreita via navegável entre a Suécia e a Dinamarca, e Agesta, a sul da capital sueca de Estocolmo.

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