“Ser socialista não é cadastro”: Pedro Nuno Santos rebate críticas de Rui Rio sobre nomeação da esposa de Cabrita para líder do regulador

Pedro Nuno Santos esteve hoje de visita a Arruda dos Vinhos, mas as perguntas dos jornalistas tiveram Lisboa na mira. O ministro das Infraestruturas foi confrontado com as críticas de Rui Rio sobre a nomeação de Ana Paula Vitorino, esposa de Eduardo Cabrita, para a liderança da Autoridade para a Mobilidade e Transportes.

O Governante lembrou que para liderar um regulador é preciso “duas coisas fundamentais: uma é ser qualificada, e todos nós sabemos que a Ana Paula Vitorino é qualificada para todas estás áreas”; a outra é a “independência face aos regulados”, característica que o braço direito de António Costa para as Infraestruturas também reconheceu na antiga ministra do mar.

Confrontado com o facto de Ana Paula Vitorino ser esposa de Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, e ela própria ser militante do Partido Socialista, através do qual já desempenhou as funções de ministra do Mar, Nuno Santos contornou a questão e lembra que o “fator de independência exigido para quem lidera um regulador” é sobretudo “face aos regulados e não tanto ao poder político”, por fim o ministro frisou “que ser socialista não é cadastro”.

Pedro Nuno Santos recusou-se a admitir que estas declarações fossem uma resposta direta a Rui Rio, mas num repto abstrato sublinhou “que eu teria vergonha de invocar este tipo de argumentos” para colocar em causa a independência da antiga ministra socialista e lembrou que “este tipo de debate só degrada a vida política”.

O presidente do PSD pediu esta terça-feira explicações ao primeiro-ministro sobre as escolhas de Pedro Adão e Silva para comissário executivo dos 50 anos do 25 de Abril e de Ana Paula Vitorino para a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes.

Em declarações no parlamento, Rui Rio criticou sobretudo a nomeação de Pedro Adão e Silva, salientando que “é uma pessoa marcadamente do PS, que aparece nas televisões há muitos anos sempre a defender as posições do Governo e do PS e a atacar permanentemente as oposições”.

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