Saúde: Por que picam as ‘melgas’ mais umas pessoas do que outras?

As noites de verão chegam muitas vezes acompanhadas pelos zumbidos noturnos dos mosquitos. E há sempre quem acorde como se nada se tivesse passado e aqueles que acordam com reações alérgicas e prurido. Mas por que picam as ‘melgas’ mais umas pessoas do que outras?

“O sinal olfativo é decisivo para o mosquito picar”, explica a alergologista espanhola Soledad Sánchez ao jornal Marca, com base em dois estudos recentemente publicados na Current Biology.

Um desses estudos demonstrou que o dióxido de carbono (CO2) que exalamos quando respiramos é determinante. A quantidade de CO2 que emitimos não é a igual para todas as pessoas e entre os que mais expiram CO2 estão as pessoas obesas, as grávidas e pessoas com metabolismos mais acelerados.

O segundo estudo confirma a teoria de que as pessoas que praticam exercício físico ao ar livre são mais picadas, já que os  insetos detectam os compostos ácidos voláteis no suor.

Não há evidências claras sobre a atração por determinados tons de pele por parte dos mosquitos, mas a hipótese mais plausível, segundo os cientistas, é de que serão atraídos por peles de tom mais escuro do que claro.

Por outro lado, os estudos revelam uma possível relação com os grupos sanguíneos : “Os mosquitos são mais atraídos por pessoas com sangue do grupo O e menos pelas do tipo A. O mecanismo é desconhecido, mas é o que a experiência clínica revela”, explica Soledad Sánchez.

A reação em humanos à picada do mosquito é causada pela saliva que é introduzida no nosso corpo. Existem dois tipos de reação: a imediata e a que ocorre até 24 e 36 horas depois. A reação mais tardia, menos frequente, costuma provocar uma lesão bolhosa e pode durar vários dias, enquanto a imediata costuma ser um inchaço que desaparece em pouco tempo, vulgarmente conhecida por ‘baba’. As reações graves são raras.

Quanto à prevenção, a especialista recomenda que use roupa leve, que cubra bem os braços e as pernas, e repelentes, que são bastante eficazes.

Se existir uma picada, pode aplicar-se gelo no local, usar anti-histamínicos e cremes corticosteroides. E muita força de vontade para não coçar: “Muitas vezes o efeito do coçar é pior do que a própria picada”, explica a especialista.

 

 

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