Santos Silva: “Se tivesse o dobro do orçamento, parte considerável seria investida no Instituto Camões”

O Instituto Camões debate-se com falta de meios, nomeadamente financeiros, para fazer mais pela Cultura portuguesa no estrangeiro. O Governo tem agido para alterar essa situação?

Não sou economista, sou sociólogo de formação, mas sempre trabalhei numa Faculdade de Economia, fará este ano 41 anos que trabalho nessa Faculdade, onde fiz toda a minha carreira de assistente estagiário a professor catedrático. Sei muito bem que temos sempre meios limitados para tentar responder a necessidades que são infinitas e por isso há uma ciência chamada Economia que analisa as melhores opções para usar recursos dos quais há sempre falta. Se tivesse o dobro do meu orçamento garanto que uma parte considerável dessa duplicação seria investida imediatamente no Instituto Camões. Tenho 53 cátedras Camões no mundo, são centros de ensino e investigação muito importantes, tenho em todos os continentes, mas facilmente duplicaria o número de cátedras, porque o interesse pelos estudos portugueses é crescente.

Temos ensino de Português, Estudos Portugueses, Estudos de Literatura Portuguesa ou de Literaturas de Língua Portuguesa em 76 países diferentes do mundo em todas as regiões: Américas, África subsaariana, Norte de África/Médio Oriente, Ásia-Pacífico e Europa.

 

No que respeita ao Instituto Camões, nestes cinco anos nunca o seu orçamento foi outra coisa senão incrementado – uns anos pouco, outros um pouco mais – e, em resultado disso, só para termos um indicador, temos ensino de Português, Estudos Portugueses, Estudos de Literatura Portuguesa ou de Literaturas de Língua Portuguesa em 76 países diferentes do mundo em todas as regiões: Américas, África subsaariana, Norte de África/Médio Oriente, Ásia-Pacífico e Europa.





Notícias relacionadas
Comentários
Loading...