Rússia vai pagar cerca de 3.500 euros por mês a quem for ‘mobilizado’ para a guerra. Já há mais de 10 mil voluntários

O presidente russo surpreendeu o mundo, esta quarta-feira, quando anunciou uma mobilização parcial da população com o objetivo de adicionar mais 300 mil soldados às suas forças que combatem na vizinha Ucrânia.

Contudo, mesmo antes de as autoridades militares emitirem a convocação oficial dos reforços, cerca de 10 mil voluntários apresentaram-se nos centros de recrutamento russos e expressaram a sua vontade para serem enviados para as linhas da frente da guerra.

Citado pela agência de notícias russa ‘Interfax’, Vladimir Tsimlyansky, porta-voz da Defesa, afirma que “durante o primeiro dia da mobilização parcial, perto de 10 mil cidadãos apareceram nos centros de recrutamento de livre vontade sem esperarem pela convocação”.

Nas redes sociais circulam imagens que alegadamente mostram a mobilização dos voluntários na localidade da província de Sakha, na Sibéria, com homens a abraçarem os seus próximos antes de entrarem num autocarro. Outros registos mostram uma fila de homens, durante a noite passada, junto a um avião de transporte de tropas estacionado na pista.

Ainda, um vídeo que se considera ter sido filmado na Chechénia mostra dezenas de homens jovens a marchar na rua, escoltados por forças policiais.

Além disso, os russos que forem mobilizados para combater na Ucrânia poderão receber, no mínimo, cerca de 3.509 mil euros (205 mil rublos).

Alexander Avdonin, responsável militar da Rússia em Yakutia, explica à agência ‘RIA’ que “todos os cidadãos convocados para a mobilização são equiparados a militares contratados, recebem abono monetário no mesmo valor, a partir de 205 mil rublos, dependendo do cargo e da patente militar”.

Contudo, os valores a pagar poderão variar entre as várias regiões, cujas administrações têm legitimidade para estabelecer os valores.

Avdonin refere que o Kremlin, no âmbito da ordem de mobilização, a primeira desde a II Guerra Mundial, dará preferência a soldados que tenham já servido, no mínimo, três anos e que tenham treino militar.

Apesar do esforço para revitalizar as sua forças que combatem na Ucrânia, Putin deixou de foram da mobilização estudantes com mais de 18 anos e que frequentem cursos de formação profissional, principalmente por não terem a experiência militar procurada.

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