Rússia recruta professores e políticos para ajudarem na “reconstrução” da Ucrânia ocupada

O governo russo lançou uma campanha de anúncios de emprego para recrutar trabalhadores para ajudarem nos esforços de “reconstrução” dos territórios do Leste da Ucrânia que estão ocupados pelas forças de Moscovo, quer ao nível das infraestruturas, quer do ponto de vista civilizacional.

Numa altura em que o avanço das tropas russas para ocidente está a ser recebido com uma forte resistência das forças militares de Kiev, a Rússia está a redirecionar as suas atenções para as regiões orientais da Ucrânia, onde conseguiu já tomar o controlo de cidades nas regiões separatistas pró-Rússia de Luhansk e Dontetsk.

De acordo com o ‘The Moscow Times’, foram publicados dezenas de anúncios de emprego especialmente orientados para as regiões mais pobres e para os russos mais patrióticos, com promessas de salários acima da média nacional.

É também divulgado que os trabalhadores receberão pacotes de benefícios atrativos, como subsídios de refeição e de habitação, férias pagas, perspetivas de crescimento na carreira e 60 dólares por cada referência que resulte em mais uma contratação.

O mesmo órgão de comunicação conta que, apesar de os anúncios serem publicados por entidades privadas, incluem menções que transmitem que os projetos são patrocinados pelo Ministério da Construção da Rússia. Além disso, incluem slogans que procuram entusiasmar quem com esses anúncios se cruza: “Vamos reconstruir o Donbass juntos”.

As informações avançadas revelam que já foram recrutados professores para que, alegadamente, Moscovo possa começar a instalar de escolas nas regiões ucranianas ocupadas.

Mas o governo de Putin está também interessado em levar para as regiões separatistas do Donbass políticos de governos locais da Rússia, com promessas de duplicação dos salários quando regressarem a solo russo. O objetivo desse recrutamento é construir instituições públicas e de governo nos territórios ocupados.

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