Quem é quem na COP26: conheça os líderes com o destino do mundo nas mãos

31 de outubro é a data escolhida para o pontapé de saída da COP26 – Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática de 2021. Durante 13 dias, os líderes das principais potências a nível mundial passarão por Glasgow, na Escócia, para traçar o plano de salvamento da Terra. No entanto, o evento, que irá decorrer sob a presidência do Reino Unido, contará com a presença destes líderes somente nos primeiros dias, com as negociações a prosseguir nos dias seguintes através dos respetivos representantes, incluindo ministros do Ambiente.

A lista de nomes confirmados ainda não está fechada, mas sabe-se já que figuras como Boris Jonhson, Mario Draghi, Joe Biden ou o português António Guterres irão passar por Glasgow. Mas há também outros nomes menos conhecidos. O The Guardian preparou um guia que mostra quem é quem na COP26.

Alok Sharma – O ministro de Estado do Reino Unido é também presidente da COP26, pelo que terá uma das tarefas mais importantes da conferência: garantir que 196 nações chegam a acordo relativamente à criação de planos nacionais de redução das emissões dos gases com efeito de estufa.

Boris Johnson – Primeiro-ministro da nação anfitriã, Boris Johnson não tem um currículo muito positivo quando se fala de ambiente. De acordo com o The Guardian, falhou a apresentação de uma estratégia clara de emissões zero e quase não aborda o tema das alterações climáticas em declarações oficiais.

Mark Carney – Antigo governador do Banco de Inglaterra, vai marcar presença em representação do Reino Unido e das Nações Unidas com a missão de envolver o setor da banca nesta luta pelo ambiente.

António Guterres – O secretário-geral das Nações Unidas será uma das figuras de maior relevo na conferência, ou não tivesse encontrado na crise climática precisamente o foco do seu mandato à frente desta organização.

Patricia Espinosa – Também da estrutura das Nações Unidas chega Patricia Espinosa, antiga secretária de Estado do México e atualmente secretária executiva do organismo da ONU que serviu de base ao Acordo de Paris de 2015.

Mario Draghi – Mario Draghi, primeiro-ministro de Itália e antigo presidente do Banco Central Europeu, irá participar na COP26. O The Guardian lembra que o Reino Unido está a organizar o evento em parceria com Itália, onde foi anunciada a copresidência em fevereiro do ano passado. A pandemia de Covid-19, porém, desviou as atenções do papel de Itália nesta iniciativa.

Roberto Cingolani – O ministro do Ambiente de Itália irá oferecer uma perspetiva científica ao debate, ou não fosse também médico e ex-diretor do Istituto Italiano di Tecnologia, em Génova.

Joe Biden – Passando para os Estados Unidos da América, um dos nomes fortes é mesmo o do presidente do país. O líder da Casa Branca vai passar por Glasgow, tendo em mente que o país que representa é a maior economia a nível mundial e o segundo maior emissor de gases com efeito de estufa.

John Kerry – Também vindo do outro lado do Atlântico, John Kerry marca presença na COP26 enquanto enviado especial de Joe Biden. No currículo conta com a assinatura do Acordo de Paris em nome dos EUA, bem como experiências como senador e candidato presidencial.

Ursula von der Leyen – Tendo em conta que a União Europeia negoceia em bloco, a presença da presidente da Comissão Europeia será essencial para o sucesso da conferência. Segundo o The Guardian, Ursula von der Leyen poderá ser uma aliada útil nas negociações com a China, que representa atualmente um foco de tensão.

Xi Jinping – Ainda não é certo se o presidente da China viajará até à Escócia, mas o The Guardian não tem dúvidas de que seria uma alavanca crucial para o sucesso das negociações e, além disso, sugeriria que a China está disposta a cumprir o Acordo de Paris.

Xie Zhenhua – É o escolhido para enviado especial do clima por parte da China, papel que já desempenhou anteriormente e cuja repetição é vista com bons olhos e esperança na vontade de diálogo do país que representa.

Narendra Modi – De outro dos países mais populosos do mundo, a Índia, chega o primeiro-ministro Narendra Modi. Trata-se de uma nação muito dependente do carvão e, por isso, com maiores dificuldades em entrar no comboio da transição para energias limpas e da redução das emissões.

Jair Bolsonaro – Apenas dias depois de garantir que iria duplicar o orçamento dedicado à proteção da Amazónia, o presidente do Brasil voltou atrás na promessa, permitindo que a destruição do maior pulmão da Terra continue. Decisões como esta fazem com que seja um participante volátil na COP26.

Scott Morrison – Já da Austrália chega o primeiro-ministro Scott Morrison, que se tem recusado a assumir novos compromissos associados à redução das emissões de gases desde que assumiu a pasta.

Fora da política, a lista de convidados conta ainda com a rainha Isabel II, responsável por dar as boas vindas a todos os presentes. Terá como companhia outro membro da Casa Real, o príncipe Carlos, que desde os anos 70 que fala sobre o ambiente e sobre a importância de preservar o planeta.

O naturalista David Attenborough, a ativista Greta Thunberg e o Papa Francisco também passarão pela COP26, chamando a atenção para a necessidade de envolvimento de toda a sociedade.

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