Putin descarta mobilização nacional para compensar perdas de soldados na Ucrânia. Receia descontentamento popular e queda da economia

Várias são já as notícias e líderes políticos ocidentais que apontam que a Rússia está a ficar sem militares para travar a guerra na Ucrânia e que isso poderá levar Moscovo a concentrar o esforço de guerra nas regiões separatistas no Donbass e deixar em suspenso planos para uma operação mais alargada.

Números avançados pelo Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia dão conta de que, entre o início da guerra, a 24 de fevereiro, e esta terça-feira, 5 de julho, a Rússia já perdeu 36.350 soldados.

Outras notícias revelam que o Kremlin está a tentar recrutar voluntários para revitalizarem os batalhões nas frentes de combate na Ucrânia, e poderá estar a fazê-lo nas prisões e nas empresas estatais na Rússia.

Nesse âmbito, a publicação ‘Kyiv Independent’ aponta que, apesar das fortes perdas sofridas, o Presidente russo Vladimir Putin resiste em declarar uma conscrição de caráter obrigatório a nível nacional, mesmo que os seus conselheiros militares apontem que essa seria a melhor solução para resolver a falta de soldados em solo ucraniano.

Citando especialistas, o mesmo órgão de comunicação social avança que Putin receia que uma mobilização nacional gere ondas de descontentamento e até fenómenos de levantamento popular contra o regime russo. Por outro lado, o Chefe de Estado russo quererá evitar privar os setores económicos de mão de obra essencial para impedir que o país seja vergado sob o peso das sanções ocidentais de que é alvo, arrastando consigo uma economia já fragilizada, embora ainda resistente.

Outro fator que afasta Putin de uma mobilização nacional é o reconhecimento de que o sistema burocrático russo não terá capacidade para suportar um processo tão massivo.

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