Putin a ficar sem tropas? Rússia recruta voluntários em prisões e empresas para combaterem na Ucrânia

A Rússia estará a procurar reestabelecer as suas forças militares na Ucrânia com prisioneiros e trabalhadores, apresentando ofertas de salários acima da média e promessas de amnistias.

De acordo com o ‘The Moscow Times’, citando imprensa russa, o grupo Wagner, uma entidade obscura de mercenários associada ao Kremlin que tem ajudado a Rússia a combater no estrangeiro, terá oferecido atrativos pacotes salariais e a possibilidade de amnistia por seis meses de serviço na Ucrânia a prisioneiros nos estabelecimentos prisionais em São Petersburgo e em Nizhny Novgorod.

As informações avançadas apontam que a um dos prisioneiros, que terá recebido uma proposta de serviço militar na Ucrânia, foi dito que seria enviado para “a vanguarda para ajudar a detetar nazis” e foi-lhe dito que “nem todos [os que iriam para a linha da frente] regressarão”.

As ofertas de serviço são feitas aos prisioneiros verbalmente e, além do pagamento aos voluntários, incluem também um pagamento de cerca de 80 mil euros às suas famílias em caso de morte.

O portal de notícias russo iStories avança que 200 prisioneiros de São Petersburgo terão mostrado interesse na oferta de serviço militar e que 40 já se terão alistado nas forças armadas da Rússia para servirem nos teatros de guerra na Ucrânia.

O recrutamento, que não foi reconhecido por nenhuma entidade oficial, terá também sido verificado no setor empresarial. Conta o ‘The Moscow Times’ que as propostas de serviço militar, com salários mensais de cerca de 4.700 euros, foram também feitas a trabalhadores das empresas United Shipbuilding Corporation e da Metalloinvest, ambas intimamente associadas ao regime russo e atualmente na lista de sanções dos Estados Unidos, da União Europeia e do Reino Unido.

Alguns dos trabalhadores que foram abordados pelos recrutadores afirmam que o processo está em curso há meses.

Dados das forças armadas da Ucrânia mostram que a Rússia já terá perdido 36.350 militares desde o início da guerra na Ucrânia, a par de milhares equipamentos, como aviões, carros blindados e sistemas de artilharia.

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