Pragas de escorpiões ou tubarões migrantes. Está o mundo a fazer o suficiente para salvar a natureza?

Enquanto o mundo tentava dar sinais de mudança a partir de Glasgow, uma praga de escorpiões atirou centenas de pessoas para o hospital no Egipto. Várias tempestades atingiram a província de Aswan a sul do rio Nilo, forçando milhares destes animais a procurar abrigo em casas de pessoas.

As picadas de escorpião levaram mais de 500 pessoas a precisar de tratamento hospitalar no país que vai acolher a próxima cimeira do clima COP27, como relata o The Guardian. Ainda é prematuro para afirmar se a crise do clima causou ou intensificou as cheias. Mas muitos especialistas alertam que estamos no início “de um período de instabilidade de dimensão bíblica”.

A ligação entre a vida na natureza e o clima foi um tema presente em Glasgow e constou no texto final da cimeira. Mas as batalhas sobre o papel da natureza na compensação de carbono e as chamadas soluções baseadas na natureza não ficaram resolvidas em Glasgow e continuarão a ser abordadas na cimeira da biodiversidade da ONU em Kunming, na China, no próximo ano.

Enquanto isso, o mundo mostra provas da ligação entre as alterações climáticas e o comportamento da natureza. Por exemplo, nos Andes da América do Sul, os guanacos – animais ruminantes semelhantes aos lamas – estão a ir para terras baixas à procura de melhores pastagens por causa das alterações climáticas. Os grandes tubarões brancos estão também a migrar para novas áreas. O mesmo acontece com os ursos polares, o que leva a um conflito crescente com os seres humanos.
Mas, a menos que os humanos reduzam as emissões de gases de efeito estufa, os especialistas têm a certeza de que estas mudanças são apenas o começo e representam uma grande ameaça ao mundo natural.

“Vamos ver mudanças no uso da terra. Qualquer lugar onde haja biodiversidade ou vida selvagem tem um potencial real para novos conflitos que não existiam antes”, explicou Alexandra Zimmermann , investigadora sénior da Unidade de Investigação de Conservação da Vida Selvagem da Universidade de Oxford, no Reino Unido.



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