Post sobre o aborto? “Até teve um impacto benéfico. Recebi milhares de mensagens, das quais 98% são positivas”, diz Miguel Milhão

Está envolvido em polémica desde que fez uma publicação no Twitter, a saudar a decisão do tribunal norte-americano proibir o aborto no país. Em entrevista ao ‘Negócios’, o CEO da Prozis, Miguel Milhão, falou sobre esse e outros assuntos.

O responsável começou por admitir que os Estados Unidos são o seu “país favorito, sem dúvida. Terra dos livres, que tem uma democracia a funcionar. Acho que é o único país onde há uma democracia robusta. Um sitio incrível para viver”.

Questionado sobre o direito ao porte de arma, Miguel Milhão defende “que as pessoas devem ter acesso a armas, porque acredito que, em algumas circunstâncias – e já aconteceu em muitos países – pode-se perder o controlo do país quando a população não tem armas. Se devem ter acesso a armas automáticas, de guerra, se calhar, pode ser um bocadinho exagero”, sublinha.

No que diz respeito à polémica publicação do aborto, o CEO da Prozis garante não estar arrependido. “Arrependido, porquê? Por ter dado a minha opinião?”, questiona adiantando que a situação até foi “benéfica” para a empresa.

“Continuamos a crescer cerca de 20% em relação ao ano passado. Acho que até teve um impacto benéfico. Absolutamente. Tenho a certeza que foi benéfico”, adianta ao ‘Negócios’.

O responsável acrescenta: “Recebi milhares de mensagens, das quais 98% são positivas. Vão desde «Força, Miguel, liberdade de expressão sempre», ou «Força, Miguel, liberdade de expressão sempre – não concordo com a tua opinião, mas força nisso!», ou «Concordo com a tua opinião, força nisso!»”, resume.

O CEO da Prozis admite ainda que, devido à situação, perderam alguns influencers portugueses, mas nenhum estrangeiro. “Temos parcerias em todo o mundo. Perdemos 11 dos 1.800 que temos em Portugal”. Já lá fora, “temos 10 mil. Não perdemos nenhum”.

Questionado sobre a forma como a administração e os trabalhadores têm reagido, Miguel Milhão refere que “sofreram muito – assédio, pressão para não trabalharem aqui, que o patrão deles é “isto e aquilo”, coisas desse tipo”.

Mas não considera que a sua excentricidade potencie este tipo de reações. “Eu não chamaria excentricidade. Digamos que é a minha estratégia (…) a Prozis é uma empresa muito diferente. As pessoas têm de compreender que eu sou uma pessoa diferente, não sei porquê, mas sou”, conclui.

 

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