Piloto que organizou o voo em que morreu o jogador Emiliano Sala condenado a 18 meses de prisão

O empresário David Henderson, que organizou o voo que matou o jogador de futebol Emiliano Sala e o piloto David Ibbotson, foi hoje condenado a 18 meses de prisão, avança a imprensa britânica.

Henderson declarou-se culpado na acusação relativa ao acidente que ocorreu perto de Cardiff, no País de Gales, em janeiro de 2019. O homem, de 67 anos, foi responsabilizado por ter estado envolvido na organização do voo sem autorização.

Durante o julgamento, o tribunal ouviu como Henderson pediu a Ibbotson para pilotar o avião, já que estava de férias em Paris com a mulher.

Ibbotson, que voava regularmente para a empresa de Henderson, não tinha licença de piloto comercial, qualificação para voar à noite, e a qualificação para voar em monomotor tinha expirado.

Também Henderson não tinha certificado de operador aéreo (AOC), o que significava que não tinha permissão legal para organizar viagens e receber pagamentos por estas.

O avançado morreu, aos 28 anos, quando o avião que o transportava, pilotado pelo britânico David Ibbotson, caiu no Canal da Mancha, numa altura em que o jogador se encontrava em trânsito dos franceses do Nantes para o País de Gales, para assinar pelo Cardiff City.

Uma primeira investigação determinou que o avião caiu no mar, após sofrer um problema técnico por voar mais rápido do que poderia, sendo que o piloto David Ibbotson pode ter sido contaminado com dióxido de carbono durante a queda.

A ação legal contra Henderson partiu da Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido.

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