Petição ‘Assim Não é Escola’ chega esta sexta-feira ao Parlamento após recolher mais de 8 mil assinaturas

Uma petição que se tornou viral na internet e que pede o alívio das restrições nas escolas é apreciada esta sexta-feira em plenário na Assembleia da República, depois de recolher mais de 8 mil assinaturas.

A petição do Movimento “Assim Não é Escola” pede “medidas de regresso à escola que promovam a saúde integral das nossas crianças”, defendendo que as regras condicionam a saúde mental dos mais novos “numa fase da vida tão importante no seu crescimento emocional e psicossocial”.

“O movimento Assim Não é Escola é uma proposta de conciliação entre os deveres das escolas e da sua pluralidade, os deveres dos pais e os direitos e necessidades das crianças. Pensar apenas na segurança física das crianças não é suficiente. A escola não é segura, nem cumpre o seu propósito, enquanto as necessidades afetivas das crianças não estiverem atendidas. Principalmente porque a infância não se repete”, pode ler-se no texto da petição.

Os autores da petição pedem “a não imposição do distanciamento físico entre crianças” e que os educadores de infância e professores possam retirar as máscaras perante bebés ou crianças, entre outras reivindicações.

É pedido ainda que “durante a adaptação e sempre que necessário, entregar a criança ao seu cuidador principal dentro da escola, sendo utilizado um espaço intermédio para este efeito onde não haja contacto com a restante comunidade escolar.”

Uma mãe, de 41 anos, descreveu à TVI24 a entrada da filha de três anos pela primeira vez na creche. “Provavelmente seria sempre um momento complicado, porque é uma mudança muito grande para uma criança de três anos”, admite. “Mas ter de obrigá-la a entrar enquanto chorava, passando-a para os braços de uma pessoa que ela nunca viu, ao portão da escola, e vê-la ser levada a gritar pelos pais, foi certamente pior do que poderia ter sido se as regras fossem diferentes”, contou.

Em reação à tomada de posição do Movimento que quer acabar com situações como as desta mãe, também a Ordem dos Psicólogos acabaria por receber uma carta aberta assinada por quase 200 profissionais, preocupados com o impacto destas medidas, explica a TVI24.

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