“Passar informação à Rússia é passar dados a um Estado terrorista”. O “escândalo Medina” visto pelos olhos da imprensa internacional

A polémica, avançada esta semana pelo ‘Expresso’, que deu nota de que a Câmara Municipal de Lisboa encaminhou os dados de vários ativistas russos que estavam numa manifestação em Lisboa para a Embaixada Russa, que por sua vez enviou a mesma informação para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, fez notícia em vários jornais internacionais.

O portal noticioso ‘Politico’, cita os pedidos de renúncia direcionados da parte de Carlos Moedas, candidato do PSD à Câmara Municipal de Lisboa e outros políticos, e salienta que o presidente do Executivo da capital “não respondeu a esses apelos”.

O site chegou mesmo a ir ao encontro de uma das vítimas desta “fuga de informação”, Ksenia Ashrafullina, uma dupla cidadã russa-portuguesa de 36 anos, que sublinha que o grupo de manifestantes “cumpriu todas as regras sanitárias”.

“Entregar as nossas informações ao Estado russo, é o mesmo que as conceder esses dados a um Estado terroristas. Achei que estava segura em Portugal, mas acabaram por me denunciar”, confessa Ashrafullina.

A ‘Euronews’ foca a peça sobre este caso na nota de pesar da Câmara Municipal de Lisboa, a qual “rejeita veementemente quaisquer acusações e insinuações de cumplicidade com o regime russo”, afirma o comunicado da autarquia.

O diário britânico ‘Independent’ apelida o escape de informação “como acidental” e explica que Fernando Medina, “não aceitou os apelos de renúncia ao cargo”.

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