Parlamento Europeu elege sucessor(a) de Sassoli. Maltesa Roberta Metsola é a favorita

 

Esta terça-feira continua no Parlamento Europeu a primeira sessão plenária do ano – teve início ontem e termina quinta-feira – que servirá para eleger o sucessor de David Sassoli, que morreu na semana passada aos 65 anos. A eleição já estava prevista a meio da atual legislatura antes da sua morte.

O organismo vai escolher o sucessor de Sassoli numa votação realizada à distância. Os candidatos ao cargo são apresentados por um grupo político ou por um grupo de, pelo menos, 36 deputados.

Poderão decorrer até quatro rondas de votação, das quais a última será entre os dois candidatos que receberam mais votos na terceira ronda. Para ganhar, um candidato precisa de uma maioria dos votos válidos expressos.

A maltesa Roberta Metsola, do Partido Popular Europeu, é a favorita para suceder ao dirigente socialista italiano, que assumiu o cargo no verão de 2019.

A candidata do grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia, Alice Bah Kuhnke, também participa na batalha eleitoral.

A representar grupos parlamentares mais pequenos está a eurodeputada espanhola Sira Rego, do grupo da Esquerda Unitária Europeia.

Kosma Zlotowski, do grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus, mede forças com as três candidatas.

A sessão plenária, que arrancou ontem com uma homenagem a Sassol, contou com a intervenção de vários líderes europeus como o presidente do Conselho, Charles Michel e o presidente francês, Emmanuel Macron. Von der Leyen também deveria discursar mas foi obrigada a cancelar a sua participação, porque o motorista ficou infetado com Covid-19.

O eurodeputado português Pedro Silva Pereira, escolhido entretanto para presidente interino do Parlamento Europeu, deverá dirigir o processo eleitoral.

Em declarações à TSF, o responsável disse estar honrado, mas a sentir o peso da responsabilidade. “A primeira vice-presidente é a maltesa Roberta Metsola, que sendo agora candidata à presidência do Parlamento Europeu, certamente não estará em condições de suceder, portanto interinamente é natural que eu assuma as responsabilidades”, disse.

“É uma honra certamente, mas é sobretudo uma grande responsabilidade, num momento tão delicado, da vida do Parlamento Europeu, que aliás não tem precedentes”, afirmou.

Recorde-se que David Sassoli, morreu na passada terça-feira aos 65 anos de idade, após mais de duas semanas num hospital em Itália, devido a uma disfunção do seu sistema imunitário.

“O Presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, morreu à 1.15 da manhã [00:15 em Lisboa] do dia 11 de janeiro no hospital de Aviano, Itália, onde se encontrava hospitalizado. A data e o local do funeral serão comunicados nas próximas horas”, afirmou o seu porta-voz, Roberto Cuillo.

David Sassoli estava hospitalizado com “complicações graves” devido a uma “disfunção do sistema imunitário”.

Sassoli contraiu uma pneumonia em setembro de 2021, que o obrigou a receber tratamento hospitalar em Estrasburgo, França, e, embora tenha recebido alta hospitalar uma semana depois, prosseguiu a recuperação em Itália e esteve mais de dois meses ausente das sessões plenárias do Parlamento, regressando no final do ano.

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