Orçamento de Estado revolta FENPROF. “Nem uma palavra sobre professores”

A proposta de Orçamento de Estado, apresentado na passada segunda-feira pelo Governo, deixou a FENPROF revoltada. Em comunicado, o sindicato dos professores apontou que a Educação continua abaixo “dos 4%” do PIB, o que confirma o desrespeito por parte do Executivo.

As críticas da FENPROF encontram ‘eco’ na proposta de Orçamento de Estado, apontando não existir “uma única vez” as palavras professor ou professores no documento, queixando-se do “esquecimento” a que foram votados, deixando farpas ao Governo liderado por António Costa: “Reclama exclusivamente para si e para as suas políticas a melhoria dos resultados, não fazendo uma referência ao trabalho dos professores.” O mesmo silêncio, acusa o sindicato, em temas como a carreira docente, no combate à precariedade, rejuvenescimento da profissão e combate ao envelhecimento ou na eliminação dos abusos e ilegalidades que afetam os horários.

“Esta é uma proposta que não contempla qualquer investimento em recursos humanos, deixando tudo na mesma relativamente à carreira docente, à precariedade, às condições de trabalho, a incentivos para assegurar docentes nas regiões em que há carência e sem que se vislumbre qualquer medida destinada a atrair os jovens para uma profissão que, apesar de ser fundamental para o futuro do país, tem vindo a perder profissionais e, com as aposentações previstas para os próximos anos, poderá, mesmo, entrar em situação de grave rutura”, podia ler-se no comunicado.

A FENPROF vai reunir o Secretariado nacional na próxima quinta-feira e o Conselho Nacional foi convocado para dias 23 e 23 de outubro para discutir as propostas do Governo contempladas no Orçamento de Estado.



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