O que muda na nova política de privacidade do Whatsapp?

Desde o dia 4 de janeiro, o WhatsApp, um serviço de chat com quase 3 mil milhões de utilizadores, tem notificado os seus clientes de que irá mudar as políticas de privacidade e termos de serviço a partir do dia 8 de fevereiro e é oficial: se não concordar com a nova política, a sua conta ficará inativa, conforme adianta a agência Bloomberg.

Com estas alterações, o WhatsApp também passa a oferecer aos clientes “informações sobre pedidos, transações, compromissos, notificações sobre entregas e remessas, atualizações sobre produtos e serviços de marketing”, conforme indica a página oficial da app, através da integração direta com o serviço Facebook Pay.

Esta mudança já estava prevista no contrato em 2014, quando o Facebook comprou o WhatsApp, sendo que o objetivo é garantir uma integração cada vez maior do serviço de mensagens instantâneas na empresa-mãe, o Facebook. Assim se multiplicará o número de empresas no mundo com que o serviço de chat partilha dados dos seus utilizadores e o nível de pormenor.

Estes dados são partilhados com “serviços específicos como empresas e outras organizações”, conforme está indicado na página oficial do Whatsapp. Além disso, “para gerenciar os serviços globais, são armazenados e distribuídos conteúdos e informações em todos os centros de dados e sistemas do Facebook, à escala mundial, mesmo fora do país de residência de cada utilizador”.

O WhatsApp diz explicitamente que, a partir de agora, “todos os dados e informações produzidos pelas interações do utilizador, inclusive aqueles coletados automaticamente, podem ser usados ​​pelo Facebook, suas empresas e parceiros, tais como o Instagram, Boomerang, Messenger, Thread, incluindo lojas do Facebook e as empresas que administram os direitos da Oculus e empresas de produção de auriculares e equipamentos de realidade virtual”.

Além de chamadas, mensagens e imagens, o Whatsapp e o Facebook passam também a partilhar com os seus parceiros os chamados metadados, ou seja, “a duração e a frequência das interações que o utilizador da aplicação tem com outras pessoas e empresas, incluindo dados de transações e todas as informações sobre os dispositivos, utilizando para isso o endereço IP e localização de rede”. O risco é que a atividade online de cada utilizador seja cada vez menos confidencial.

E há outras alternativas?

As aplicações de serviço de chat Signal e Telegram estão a angariar cada vez mais adeptos desde que a plataforma rival e até agora líder de mercado Whatsapp anunciou que iria alterar a política de privacidade, conforme recorda a agência Reuters.

A popularidade do Signal disparou ainda mais na quinta-feira após ter sido comprado por Elon Musk, CEO da Tesla Motors, e pelo responsável do site de microblogging, Jack Dorsey.

Mais de 100.000 utilizadores instalaram o Signal nas lojas de aplicativos da Apple e do Google nos últimos dois dias, enquanto o Telegram obteve quase 2,2 milhões de downloads, de acordo com a empresa de análise de dados Sensor Tower, refere a Reuters.



Notícias relacionadas
Comentários
Loading...