Novo estudo sugere que não é a autonomia a afastar os consumidores dos carros elétricos. Saiba o que é

Nos últimos cinco anos, os veículos elétricos fizeram um longo caminho em termos de desenvolvimento, tornando-se praticamente tão utilizáveis numa variedade de situações como os tradicionais automóveis a combustão. Sabe-se que a autonomia é ainda uma preocupação para os consumidores, mas um novo estudo sugere que este não é, afinal, o principal fator de dissuasão. O maior problema está nos preços. 

É isto que sugerem os resultados do survey anual da OC&C Strategy Consultants, publicado pela Reuters. Segundo este estudo, realizado entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021 com 7.500 participantes de todo o mundo, o número de pessoas que procuram carros elétricos está a subir, mesmo que ainda haja algumas incertezas. 

Os dados revelam que em países como França, Itália ou Reino Unido, mais de 50% dos compradores de carros considerariam um elétrico na próxima troca de carro. Nos EUA e na Alemanha, esta percentagem baixa um pouco, mas mantém-se próxima dos 50%. 

Outro dado interessante é que no Reino Unido e nos EUA houve um crescimento anual de 81 e 61%, respetivamente, do número de pessoas a considerar comprar um veículo elétrico. 

Apesar deste aumento do interesse nos carros elétricos, o estudo concluiu que 69% dos compradores não estão dispostos a pagar mais do que cerca de 500 euros adicionais em relação ao preço de um carro equivalente a combustão térmica. Em muitos países, isto só é possível em alguns modelos devido aos benefícios atribuídos pelos governos para impulsionar a adoção dos carros elétricos. 



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