“Nós também temos algo a recuperar”: Líder do Parlamento russo ameaça EUA com invasão do Alasca

Vyacheslav Volodin, Presidente da Duma, a câmara baixa do órgão legislativo russo, relembrou, esta quarta-feira, os Estados Unidos que o território do Alasca em tempos pertenceu à Rússia e que o país pode voltar a recuperá-lo.

“Quando tentarem mexer nos nossos recursos no estrangeiro, devem pensar antes de fazê-lo”, pois “nós [Rússia] também temos algo a recuperar”. Foi com estas palavras que o líder do Parlamento avisou que os EUA devem proceder com cautela no que toca ao congelamento e apreensão de bens russos no estrangeiro, ao abrigo do regime de sanções ocidentais lançadas contra a Rússia no contexto da agressão militar contra a Ucrânia.

De acordo com o ‘The Moscow Times’, também o número dois de Volodin, Piotr Tolstoi, sugeriu que deveria ser feito um referendo no Alasca para que a população local decida se pretende continuar a pertencer aos EUA ou se prefere juntar-se à Rússia.

Em tom jocoso e entre aplausos da plateia de parlamentares, Volodin disse que “nós não pretendemos interferir nos assuntos internos dos EUA”.

Atualmente integrado na esfera de soberania norte-americana, o estado do Alasca, o território dos EUA mais a norte, foi vendido pela Rússia a Washington em 1867 por cerca de 7,2 milhões de dólares. O Alasca está separado da Rússia por meros 88 quilómetros, com o Mar de Bering entre os dois territórios.

A ameaça de Volodin chega depois de o ex-Presidente russo Dmitry Medvedev ter avisado que os EUA deveriam ter cuidado quando ameaçam a Rússia, o país com o maior número de armas nucleares a nível mundial.

Medvedev, atualmente no cargo de vice-líder o Conselho de Segurança da Rússia, acusou os EUA de terem uma história repleta de guerras sangrentas e de quererem julgar outros países quando não permitem que outros julguem as atuações norte-americanas em teatros de guerra pelo mundo fora.

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