Monkeypox: Superfícies contaminadas são a principal via de transmissão para as crianças, alerta estudo

O vírus da varíola dos macacos, ou monkeypox, tem sido enquadrado amplamente, nos países onde não é endémico, como uma infeção que se dissemina nas comunidades de homens que têm relações sexuais com outros homens e com idade compreendidas entre os 20 e os 40 anos.

No entanto, e tal como a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) já havia alertado, o vírus não se limita a esses grupos sociais, sendo que também já infetou crianças e jovens até aos 18 anos. Os dados indicam que, até 22 de agosto, havia registo de 140 menores infetados por monkeypox.

Apesar de as principais vias de transmissão serem o contacto próximo com uma pessoa infetada, designadamente através do contacto pele com pele, um novo estudo indica que as superfícies contaminadas são o maior meio de infeção para as crianças e jovens.

Publicado na revista científica ‘Lancet’, e centrado na realidade de Espanha, o artigo mostra que de um universo de 16 crianças infetadas com monkeypox, nove contraíram o vírus através de superfícies ou objetos contaminados.

Os especialistas apontam que essas nove crianças terão sido infetadas devido a um pequeno surto detetado numa loja de tatuagens e piercings, “provavelmente através de material contaminado”.

O contacto em contexto familiar é a via mais comum para a infeção de pessoas com menos de 18 anos, explicam, indicando que “a transmissão em crianças pequenas em contextos que não sejam a casa é incomum”.

No entanto, adiantam que as escolas e jardins de infância podem representam novos contextos de infeção pediátrica, pelo que as autoridades de saúde devem estar atentas. “O diagnóstico de casos pediátricos evidencia o risco de uma transmissão mais ampla, afetando a comunidade como um todo”, avisam os especialistas.

Mário André Macedo, enfermeiro do Hospital Fernando Fonseca e perito em saúde infantil, salienta que “este estudo mostra muita transmissão por contacto com superfícies contaminadas”, cita hoje o ‘Público’. E indica que “numa creche, o que não falta é contacto com superfícies contaminadas”.

Para o especialista português, “apesar de em Portugal e Espanha a curva epidémica estar na fase descendente (principalmente em Portugal), isto traz novas preocupações, porque há sempre o risco de o vírus conseguir atingir uma idade pediátrica”.

Atualmente, Portugal regista 871 casos confirmados de infeção por monkeypox, sendo que três dizem respeito a crianças entre os 10 e aos 17 anos, sem qualquer registo de hospitalizações.

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