Monkeypox: EUA confiantes de que surto está em declínio mas ainda não há fim à vista

O governo norte-americano considera que o surto de varíola dos macacos, ou monkeypox, está em trajetória decrescente e que as campanhas e vacinação estão a surtir um efeito positivos. Contudo, ainda não é possível vislumbrar um fim para a onda de contágios.

Demetre Daskalakis, coordenador-adjunto do programa de resposta à monkeypox da Casa Branca, afirmou que já foram administradas mais de 460 mil doses de vacina contra o vírus e garantiu que haverá um reforço da vacinação nas próximas semanas em festivais LGBT.

“O nosso objetivo é controlar este surto nos EUA”, afirmou, adiantando que “podemos ver fortes progressos” nos esforços de vacinação. “Agora que o fornecimento já não é um problema, precisamos de garantir que nos focamos em manter a procura”.

De salientar que os EUA são o país com o maior número de casos confirmados de infeção por monkeypox a nível mundial, com mais de 21 mil casos, sendo que 98% são homens.

Relata a ‘AP News’ que o número de infeções tem vindo a diminuir, depois de ter atingido um pico a 22 de agosto, com 870 casos identificados num só dia.

Contudo, o governo norte-americano alerta para disparidades raciais no que toca ao impacto do contágio, sendo que, apesar de o número de casos ter vindo a diminuir entre homens caucasianos, entre a população afroamericana tem vindo a subir. Dados oficiais apontam que na última semana foi registado um aumento de cerca de 38% do número de infeções entre homens negros.

Também os latinos são uma das fatias sociais mais afetadas, representando perto de um terço do total de casos confirmados.

Amesh Adalja, especialista do Centro John Hopkins para a Segurança Sanitária, afirma que “isso mostra-nos que precisamos de fazer uma grade recalibração das intervenções”.

Ainda assim, a Casa Branca acredita que a estratégia de vacinação e informação tem funcionado.

Esta quarta-feira, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), afirmou que “continuamos a ver uma tendência de diminuição na Europa”, mas que apesar da queda relatada na semana passada no continente americano, “é difícil extrair conclusões firmes sobre a epidemia nessa região”.

“Alguns países nas Américas continuam a reportar números crescentes de casos de monkeypox”, apontou o responsável, adiantando que em alguns territórios dessa região os números podem ser ainda maiores, “devido ao estigma e à discriminação”.

Tedros avisa que “a tendência de diminuição pode ser o tempo mais perigoso, se abrir a porta à complacência”.

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