Mobilidade elétrica: Como podem as empresas rentabilizar os seus postos de carregamento

Com a mobilidade elétrica em franco crescimento, existem várias áreas de negócio que estão a proceder à instalação de postos de carregamento de veículos elétricos, de forma a proporcionar uma maior comodidade aos seus clientes ou visitantes detentores deste tipo de carros. E, uma vez que é cada vez mais importante que se continue a trabalhar no sentido de fazer crescer a rede de postos de carregamento no nosso país, para que consigamos alcançar uma abrangência mais global em todos os distritos, as empresas poderão (e deverão) pensar em formas de rentabilizar os postos de carregamento que têm instalados, para garantirem uma maior margem para reinvestir em mais postos, mais comodidade ou postos de maior potência.

Para rentabilizar os seus postos de carregamento que se situam em espaços privados de acesso privado, terão de integrar os seus postos na rede MOBI.E. Estas empresas podem rentabilizar os seus postos de forma direta, aliando-se a um Operador de Posto de Carregamento ou de forma indireta, sendo Detentor de Posto de Carregamento.

Quando um negócio se alia a um operador, pode ser definido um acordo comercial, permitindo que o estabelecimento fique com parte das receitas geradas nesse posto, ao nível do tarifário de operação, o que leva a que o negócio possa reinvestir esse retorno. E, neste cenário, a energia é sempre imputada ao cliente final, sem que o negócio tenha que ter qualquer tipo de intervenção.

Por outro lado, se um determinado negócio decidir ser detentor de um posto de carregamento, não existirão receitas diretas, na medida em que se trata de um regime de caráter não comercial, mas o posto passará a funcionar como qualquer outro posto da rede MOBI.E, pelo que a energia é sempre imputada ao cliente final, sem que o respetivo negócio tenha de intervir.

É certo que ambos os modelos são válidos e ilibam o estabelecimento de suportar os custos da energia decorrentes do carregamento de veículos elétricos. No entanto, no modelo em que o negócio decide ser detentor de um posto de carregamento, existem claras vantagens quer para o estabelecimento, quer para o cliente final (mesmo não se tratando de uma fonte de receita direta), e passo a explicar porquê.

Neste cenário, o custo da sessão de carregamento do veículo elétrico será mais económico do que em outros postos da rede nacional, na medida em que não existe um tarifário de operação. E a verdade é que este é um fator muito relevante no que se refere à escolha do posto de carregamento por parte do utilizador final. Adicionalmente, o negócio em questão poderá atrair e dar a conhecer o seu espaço e os serviços que disponibiliza, fidelizando assim um novo cliente.

A transição energética está a impulsionar uma verdadeira mudança para a mobilidade elétrica e existem muitas áreas de negócio que podem ser exploradas. E, tanto as empresas como o utilizador final podem beneficiar desta mudança. Basta sermos criativos, darmos o passo seguinte e não nos esquecermos das palavras chave: comodidade e conveniência.

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