Meco: João Gouveia “tinha 23 anos quando isto aconteceu e ficou com a vida muito limitada”, diz advogada

Realizaram-se esta sexta-feira as alegações finais no julgamento do processo cível movido pelos pais das vítimas do Meco. “Quanto a mim não houve qualquer alteração no apuramento de factos”, disse à saída do tribunal a advogada Paula Bruno, que representa João Gouveia.

O processo foi intentado há cinco anos pelas famílias dos seis jovens que morreram numa praxe, na praia do Meco, em 2013, acusando o antigo “dux” João Gouveia e a Universidade Lusófona.

A advogada que representa João Gouveia diz que as alegadas contradições apontadas no julgamento “não são relevantes” para atribuição de culpa ao jovem pelas mortes no Meco.

“Requeri que ele fosse absolvido neste caso de uma ação cível de uma indeminização de cerca de um milhão e 300 mil euros”, disse à saída do tribunal

Sobre o alegado julgamento em praça pública, a advogada considera que o jovem “foi julgado pela pressão que houve mediática por ser um tema fraturante.” “Um processo que seja mediático e que envolva a palavra ‘praxe’ académica gera logo à partida um certo antagonismo e uma certa discórdia no meio da sociedade”, disse.

“Tinha 23 anos quando isto aconteceu e ficou com a vida muito limitada, mas as pessoas vão crescendo, ganhando alguma coragem”, considerou.

A advogada sublinha que neste processo não está em causa a legalidade da praxe, mas sim o apuramento da responsabilidade do jovem na morte dos colegas. “Notámos que algumas testemunhas até usavam palavras que já tinham ouvido na comunicação social”, mas “quanto a mim não houve qualquer alteração no apuramento de factos”.

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