Marcelo avisa partidos. Chumbar Orçamento significa “seis meses de paragem na nossa sociedade”

“Para mim é natural que o Orçamento passe na Assembleia”, disse hoje o Presidente da República. Num aviso aos partidos, Marcelo Rebelo de Sousa coloca o cenário de chumbo, avisando que “dificilmente o Governo poderia continuar a governar com o orçamento deste ano dividido por 12, sem fundos europeus, portanto, muito provavelmente haveria eleições.”

Num cenário de eleições, o chefe de Estado explica que implicaria um período de 60 dias “entre a convocação e a realização” de eleições e “não poderia haver eleições entre o natal e o fim do ano”, portanto, “ficariam para janeiro”, o que significaria “novo Governo em fevereiro” e “novo Orçamento em abril”, ou seja: “seis meses de paragem na nossa sociedade, na nossa economia e paragem em muitos fundos europeus.”

“O bom senso mostra que os custos [de um chumbo] são muito elevados, tenho para mim que o natural com mais entendimento, menos entendimento, com mais paciência, menos paciência, acaba por passar na Assembleia da República o Orçamento do Estado”, acredita o Presidente, lembrando que o país “precisa de utilizar os fundos europeus para a sua reconstrução”, está a “sair de uma pandemia” e que “não deve ter seis meses de paragem no pior momento por causa de eleições e de formação de um novo Governo.”

Marcelo Rebelo de Sousa diz-se “optimista” com o desfecho das negociações, porque “a alternativa é tão pesada e tão custosa que é natural que tudo seja feito para que haja Orçamento.”



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